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Com o aproximar da cerimónia de atribuição da Bola de Ouro (a 26 de outubro), a discussão em torno do peso do Mundial na atribuição do prémio tem sido alvo de discussão. Mas, olhando para trás, será que triunfar na maior competição do Mundo coloca algum jogador como favorito automático à distinção individual?
Desde a criação da Bola de Ouro, em 1956, realizaram-se 17 edições do Campeonato do Mundo, mas em apenas sete dessas ocasiões é que um campeão do mundo celebrou igualmente a conquista do prémio atribuído pela France Football (que entre 2010 e 2016 teve também o cunho da FIFA) no mesmo ano, o que equivale a uma taxa de 41,2%.
Importa, contudo, salientar que até 1995, o galardão destinava-se em exclusivo a futebolistas europeus, impedindo lendas como Pelé ou Maradona de concorrer após triunfos mundialistas. A partir do momento em que a distinção se tornou global, disputaram-se sete Mundiais e em quatro deles o campeão venceu a Bola de Ouro, elevando a eficácia para 57,1%.
Lamine Yamal e Harry Kane são os favoritos das casas de apostas à conquista do galardão; no entanto, somente o primeiro venceu o Mundial 2026, com Espanha. Note-se que ainda há mais cinco espanhóis entre os 30 nomeados à conquista do prémio: Fabián Ruiz, Ferran Torres, Marc Cucurella, Pau Cubarsí e Rodri.
No entanto, como diz a história, ganhar o Mundial não garante, de todo, a conquista da Bola de Ouro. A luta pelo prémio em 2026 promete continuar ao rubro, até ao próximo dia 26.