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Diana Silva surpreendeu, no passado dia 27 de agosto, o futebol português ao anunciar a gravidez, um caso inédito até ao momento. Em declarações à BTV, a avançada internacional portuguesa explicou como está a ser a coordenação entre a gestação e os treinos da equipa feminina, expondo as principais dificuldades. "Tenho-me sentido bastante bem, ainda não tenho sentido os sintomas habituais de uma gravidez. Sinto-me com energia e pronta para treinar, mesmo com alguma dificuldade no treino por sentir-me mais pesada. Já não consigo atingir as mesmas velocidades. Não tenho tanta agilidade, mas tento fazer tudo na mesma e procuro seguir o plano traçado", explicou a jogadora de 31 anos, acrescentando que continua incluída na rotinas do plantel: "Consigo contribuir de outra maneira. Acompanho as minhas colegas, o facto de vir ao Seixal e manter as rotinas faz-me continuar a sentir integrada e ela também me sentem perto. Só não posso ajudar dentro de campo, porque de resto é tudo igual."
Questionada sobre o receio de ser mãe enquanto jogadora de futebol, Diana Silva espera que o seu caso seja um exemplo para a desmistificação do tema. "Sempre tive este sonho. Tenho muitos irmãos e sempre me imaginei com uma família grande e a construir família. Quando as coisas ficaram mais próximas de acontecer, vamos começando a pensar mais seriamente e no futebol feminino é complicado. Nós temos de deixar de jogar, então é um receio que todas as jogadoras têm sobre esse objetivo ou esse sonho, mas é o percurso normal como acontece noutras empresas em que vão embora e voltam. Devia ser visto de uma forma mais natural, mas é um receio fruto da mentalidade que existe à nossa volta", acrescentou.
Por fim, a atleta das hexacampeãs nacionais, destacou a importância dos treinos para amenizar os possíveis impactos da gravidez no regresso aos relvados. "Está à vista de todos que é possível. Desde que exista as infraestruturas e o staff técnico que abrace este objetivo. Tenho uma equipa que me permite voltar a treinar e continuar a ter o estímulo para quando voltar ser tudo mais fácil. Vou estar apenas parada dois ou três meses e isso vai fazer muito a diferença", concluiu.