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Champions: Betis-FC Porto, 3-2 (crónica)

Da loucura emergiram os génios

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Betis-FC Porto (AP Photo/Jose Breton)

Afinal, o Olímpico de Sevilha também pode impiedoso para o FC Porto. Se, há 23 anos, ali ganhou a Taça UEFA, esta noite viu-se ultrapassado pelos génios do Betis quando parecia bem lançado para mais uma noite de glória no calor da Andaluzia.

O talento de Abde, Antony e Isco, aliado à elasticidade do guarda-redes Álvaro Valles nos minutos finais, atiraram para o esquecimento a boa reação dos dragões a uma primeira parte em que, sobretudo, sobreviveram, e a uma desvantagem inicial no marcador pelo golo de antologia de Abde, a abrir o segundo tempo.

Até aí, Diogo Costa já tinha feito duas grandes defesas, a remates de Abde (2m) e Ortiz (15m), e Kiwior negado o golo a Isco, perto da linha fatal, em cima do minuto 45. Tudo isso por entre algumas finalizações desastradas dos jogadores Betis, que assim desbarataram oportunidades verdadeiramente flagrantes.

Ainda assim, as melhores ocasiões até ao intervalo até pertenceram aos portistas. Aos 9 minutos, André Silva não conseguiu aproveitar uma oferta do guarda-redes adversário, acertando na barra, e aos 41 minutos, Martim Fernandes viu um golo (um grande golo, diga-se) ser-lhe anulado por uma mão discreta de Borja antes do remate do jovem lateral portista.

O golo de Abde, aos 47 minutos, abriu caminho a uma segunda parte incrível. Ao golo do Betis responderam Gabri Veiga, que empatou de livre direto, e Samu, que na estreia na Champions atirou um “míssil”, apenas travado pelas redes da baliza do Betis. Tudo isto entre os minutos 54 e 61.

Os dragões pareciam ter reencontrado o caminho da glória no Olímpico de Sevilha, até que o génio de Antony apareceu, à entrada do último quarto de hora, para oferecer o 2-2 ao recém-entrado Cucho Hernández. Pouco depois, Isco completou a reviravolta, de penálti, cometido por Francisco Moura, que já não tinha ficado muito bem na fotografia no golo anterior.

Sem nada a perder, o FC Porto foi com tudo em busca do empate, que só não apareceu porque Álvaro Valles se agigantou perante Santiago Giménez e Kiwior, já na compensação, segurando o triunfo com duas defesas que valeram milhões.

Invicto na Liga portuguesa, ainda a zeros na Champions. O FC Porto vai vivendo nesta dualidade, enquanto não acerta o passo na Europa. A segunda parte em Sevilha deixou, ainda assim, bons sinais, que a receção ao PSV, na terça-feira (20h00), irá avaliar.

FIGURA: Abde (Betis)

Num jogo recheado de grandes golos, o melhor foi dele. Aquele remate em arco, a abrir a segunda parte, deixou Diogo Costa pregado ao relvado e deixou os adeptos do Betis em êxtase. Foi um perigo à solta no lado esquerdo do ataque dos espanhóis, tendo-lhe pertencido a primeira oportunidade do jogo, logo aos 2 minutos. Talento puro.

MOMENTO: Valles «voa» para segurar a vitória do Betis (90+3m)

Depois de ter “oferecido”, com um mau passe, um golo a André Silva na primeira parte – o avançado do FC Porto acertou na barra – o guarda-redes do Betis redimiu-se com duas grandes defesas no período de compensação. A primeira, a um cabeceamento de Santiago Giménez, é do outro mundo! E valeu milhões!

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