Voltar
Depois de ter feito o seu último jogo pela Argentina, Lionel Messi esteve em foco no regresso às vitórias do Inter Miami, que goleou o DC United na MLS
Depois de ter feito o seu jogo de despedida à seleção da Argentina na última terça-feira, Lionel Messi regressou ao Inter Miami com um bis, ajudando a equipa a regressar às vitórias na MLS, Liga dos Estados Unidos, através de uma goleada caseira ao DC United (4-0).
Em jogo da 28.ª jornada da MLS, o Inter Miami, que não vencia há cinco partidas, entrou com tudo e, aos três minutos, já vencia, com Luis Suárez a ter aberto o marcador, antes de bisar aos 39', fazendo o 2-0.
Na segunda parte, foi a vez de Messi brilhar, com o astro argentino a ter feito o gosto ao pé aos 47', com assistência de Suárez, antes de também bisar aos 60', sentenciando o resultado final.
Com este triunfo, o Inter Miami segue na segunda posição da Confederação Este da MLS, com 49 pontos, bastante atrás do líder Nashville, que soma 63.
Veja o resumo do jogo:
Lionel Messi despediu-se na terça-feira em festa da seleção argentina de futebol, num 208.º e último capítulo que coroou com um golo e duas assistências, no Monumental Núñez, no triunfo por 3-0 sobre o Benim.
Na capital argentina, num estádio repleto, Messi, de 39 anos, foi o centro de todas as atenções, antes, durante e após o encontro, numa noite em que o seu nome foi gritado muitas vezes, por todos, em uníssono, num misto de sorrisos e lágrimas.
"É difícil dizer algo, são muitas emoções... o primeiro que penso é no meu pai [falecido em 8 de agosto]", começou por dizer o argentino, emocionado, no relvado do Monumental, finalizado o particular com o conjunto africano.
Messi recordou os "mais de 20 anos" em que vestiu a camisola argentina e os "momentos difíceis" por que passou.
"Mas, mesmo nos piores momentos, nunca deixei de lutar, de querer estar sempre presente. Juro que gostaria de continuar toda a vida, pois é a melhor coisa pela qual se pode passar", salientou.
Após o último jogo como capitão da Argentina, Messi também falou dos grandes momentos.
"Cumprimos o sonho de voltarmos a ser campeões do Mundo e, no último Mundial [2026], estivemos perto, mas o jogo com a Inglaterra [2-1 nas meias-finais] provocou um grande desgaste em todos. Mas, demos tudo. Aliás, todos os companheiros com quem joguei deram sempre tudo por esta camisola", frisou.
No centro do relvado, junto à mulher, aos três filhos, e aos companheiros de equipa - incluindo o ex-benfiquista Ángel Di María, já retirado da seleção -, Messi agradeceu ao grupo, aos "guerreiros que deram a vida" e o ajudaram a sagrar-se campeão do Mundo, da América e da Finalíssima.
"Sou um agradecido por tudo o que me tocou viver e a vocês, aos adeptos, agradeço terem estado sempre presente, terem enchido estádios por todo o mundo para nos apoiar, fazendo para isso um esforço enorme. Vou sentir a vossa falta", disse.
A finalizar, Messi recordou o jogo no Monumental, o primeiro após o Mundial de 2022, como o "mais lindo que viveu" e que o embate com o Benim acaba por marcar o "dia mais triste" da carreira, por ser o de despedida da seleção argentina.
"Agora vou estar do vosso lado, a apoiar. Temos de estar sempre unidos, pois assim seremos mais fortes. Ganhámos porque tínhamos um grupo forte, só assim se podem conseguir objetivos grandes", afirmou, concluindo: "Tenho um grande orgulho em ser argentino".