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Sempre sujeito a intenso debate, o anúncio da atribuição da Bola de Ouro 2026 está marcado para 26 de outubro, em Londres. Vitinha, Nuno Mendes, João Neves e Bruno Fernandes são os portugueses que integram a lista de 30 nomeados. Nomes como os de Ousmane Dembélé, atual detentor do troféu, Kylian Mbappé, Michael Olise, Harry Kane, de qualquer um dos campeões do Mundo por Espanha — Lamine Yamal, Pau Cubarsí, Marc Cucurella, Rodri, Fabián Ruiz e Ferrán Torres — ou de Lionel Messi, estão entre os principais destaques.
O período de avaliação abrange a totalidade da última temporada desportiva, entre os dias 3 de agosto de 2025 e 19 de julho de 2026. Com isso em mente, a France Football, que organiza a entrega do prémio desde 1956, começa por nomear uma lista de 30 jogadores elegíveis à conquista do prémio, reduzindo assim o campo de possíveis vencedores.
Depois, o júri é composto por um jornalista de cada um dos 100 países melhor classificados no ranking de seleções masculinas da FIFA. Nos últimos dois anos, o eleitor português foi António Tadeia.
Cada jornalista elege, a partir da lista definida pela France Football, os 10 melhores jogadores do mundo na sua opinião. Estes recebem, de acordo com a sua classificação, 15, 12, 10, 8, 7, 5, 4, 3, 2, ou 1 pontos. Juntando-se as escolhas dos 100 jornalistas, o jogador que tiver mais pontos é considerado o vencedor.
No caso de dois jogadores terminarem com os mesmos pontos, o desempate é feito pelo maior número de nomeações em primeiro lugar e, se a igualdade persistir, sucessivamente pelas escolhas em segundo lugar, terceiro lugar e assim adiante.
Os jornalistas devem ter sempre presentes os três critérios de seleção definidos pela France Football: o primeiro, e mais importante, centra-se nos desempenhos individuais, de caráter decisivo e impressionante. O segundo critério foca-se nos troféus coletivos que cada jogador conquistou ao longo da época e o terceiro critério diz respeito ao sentido de fair-play dos nomeados.
Esta será a 72.ª edição da Bola de Ouro e, como seria de esperar, os critérios de eleição do vencedor já passaram por várias evoluções.
Durante quase 40 anos, os vencedores da Bola de Ouro só podiam ser jogadores nascidos na Europa – razão pela qual Pelé e Maradona nunca conquistaram o prémio. Até que, em 1995, o campo de possíveis vencedores alargou-se a jogadores de todo o mundo que jogassem na Europa – George Weah tirou proveito disso logo nesse ano e, até hoje, é o único jogador africano que venceu o prémio.
Até que em 2007, a lista de vencedores alargou-se a qualquer jogador que jogasse em qualquer país – razão pela qual Lionel Messi, atualmente nos norte-americanos do Inter Miami, se pôde tornar no primeiro jogador de sempre a vencer a Bola de Ouro sem estar a jogar num clube europeu, em 2023.
No entanto, ao longo de toda a sua história, o vencedor da Bola de Ouro foi sempre decidido por jornalistas (ou jogadores e treinadores) de vários países, o que ajudou a dar ao prémio a influência e reputação mundial que continua a ter.
Por fim, recordar que, entre 2010 e 2015, a FIFA também esteve associada à atribuição da Bola de Ouro, mas agora tem o prémio The Best.