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O Bayern Munique confirmou esta quarta-feira a entrada de um novo parceiro no restrito grupo de acionistas minoritários do clube, com o ingresso do Grupo Viessmann Generations, que se junta à Adidas, Audi e Allianz. O clube bávaro mantém o total controlo sobre a instituição, com 70 por cento das ações, mas abre espaço para a entrada de um novo membro que representará um investimento que poderá ultrapassar os 250 milhões de euros.
Um reajustamento que resulta do aumento de capital do clube que abriu espaço para a reorganização da estrutura. Para a entrada de um novo membro, o clube abdicou de cinco por cento do capital, enquanto os acionistas minoritários também viram a sua participação diminuir de 8,33 para 7,8 por cento, enquanto o novo membro terá uma cota de 6,7 por cento.
O Grupo Viessmann Generations começou por ser uma pequena empresa familiar de Munique, fundada em 1917, especializada em tecnologias de aquecimento, mas que ganhou uma dimensão internacional, contando atualmente com mais de seis mil trabalhadores e mais de dois mil milhões de euros em receitas.
O grupo já tem uma longa relação com o Bayern Munique, mas agora passará a ter uma palavra na direção do clube que, com a entrada de mais um accionista, passará a contar com dez elementos.
O Bayern deu as boas-vindas ao novo investidor, destacando a longa relação com o clube e a partilha dos mesmos ideais.
«Assim como o FC Bayern, o Grupo Viessmann Generations preza por valores como tradição, ambição e inovação. Estamos muito satisfeitos em ter ao nosso lado um parceiro de longa data, que conhecemos há muitos anos e que complementa nosso sólido grupo de acionistas com a perspetiva de uma empresa internacional, familiar e com visão de longo prazo, que atravessa gerações», destacou Herbert Hainer, presidente do clube.
O Grupo Viessmann também destaca a entrada na direção do clube, fala num reforço de capital, mas sem confirmar os 250 milhões de euros anunciados pela imprensa alemã. Os jornais colocam mesmo a possibilidade do clube avançar, já na próxima época, para a compra de Erling Haaland para suceder a Harry Kane.
«O Bayern é um dos clubes mais bem-sucedidos da Europa, com valores claros e um forte senso de responsabilidade social. O Bayern e a Viessmann trabalham em estreita colaboração desde 2018. Agora, damos o próximo passo ao nos tornarmos acionistas Bayern. Como uma empresa familiar de quarta geração, queremos contribuir com capital e nossa experiência empresarial para a colaboração. Queremos desempenhar nosso papel na manutenção de um Bayern forte – um clube com identidade própria, independência económica e sucesso consistente», referiu Max Viessmann, CEO do grupo.