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No âmbito da apresentação de contas 2025/26 do FC Porto, André Villas-Boas projetou aquilo que a SAD poderá fazer no mercado no exercício corrente. Depois de ter mantido o núcleo duro do plantel, estão os dragões obrigados a vender uma das suas estrelas no mercado de janeiro ou, pelo menos, até 30 de junho?
"As perspetivas para já são boas, tendo em conta também que uma das rendas, a do Rodrigo Mora, já aconteceu neste exercício. e tudo o que está relacionado com a entrada na Liga dos Campeões e o crescimento nas áreas comerciais, os indicadores são muito positivos. Se é possível que aconteça, é possível. Cabe ao FC Porto depois gerar novo talento, sabendo que neste momento há uma profundidade de plantel que nos dá máximas garantias", referiu o presidente do FC Porto que, além de Rodrigo Mora, terá ainda a contabilizar a venda de 11 M€ de Deniz Gül ao Galatasaray. Em sentido inverso, os investimentos mais significativos de 2026/27 são, por agora, os 4,5 M€ de Inbeom Hwang e os 11 M€ de Gabriel Mec.
Sobre o mercado de transferência de verão, Villas-Boas assinalou que, "como viram, a agitação deu-se mais tarde". Ainda assim, garante, os primeiros meses também tiveram os seus motivos de interesse. "O FC Porto recebeu propostas, aguentou-se com os jogadores que tem e, noto, tem por exemplo o jogador mais valioso da 1.ª Liga, assim como o jovem mais valioso da 1.ª Liga. É claro que estes jogadores sonham com o crescimento da sua carreira, com outras ligas e patamares e é por aí que haverá crescimento. O título fugiu-nos durante alguns, para qualquer portista era um 'deserto' em termos de campeonatos, e queremos continuar nessa senda de conquistas", referiu.
A competitividade da equipa, de resto, foi destacada pelo líder azul e branco, à boleia de uma nova questão sobre o impacto de um mercado comedido nos 21,1 M€ de prejuízo no balanço final. "Se a transação do Mora fosse feita antes de 30 de junho o resultado teria sido positivo e a partir daí a perceção seria outra. Mas a realidade é que a venda não entra em 2025/26. Em ano de Mundial as equipas atuam pouco no mercado, com poucas certezas... Nós estamos obrigados, nos três grandes, a vender para equilibrar contas. E dessa forma aguentamos o mercado, o talento... Quando houver uma renovação futura deste plantel, então isso irá resultar em resultados financeiros mais positivos. Queremos continuar a construir sucessos desportivos com este plantel, sabendo que teremos sempre de operar no mercado e ter em conta a presença na Liga dos Campeões. Ainda sobre o resultado líquido, gostava de destacar o crescimento das receitas operacionais, que não pode estar desvinculada do crescimento do associativismo no seio do FC Porto e esta é uma dinâmica muito importante."
Num outro momento e também sobre o mercado, o CFO do FC Porto, Pereira da Costa, ressalvou que, em termos globais e na média dos três mercados já operados por esta administração, os azuis e brancos estão a investir "cerca de 60% das receitas obtidas através de vendas".