Voltar
Uma das maiores mudanças registadas no futebol praticado pelo Benfica desde que entrou em cena Marco Silva tem a ver com a insistência no ataque, na tendência para carregar sobre a área dos adversários e na capacidade para fazer balançar as redes. Em 17 jogos já realizados, os encarnados apresentam uma média que supera os três golos por partida (3,12), que contrasta de forma clara com o registo absoluto da última temporada (1,84), mas também ganha pontos na atual quando se olha para as dez principais ligas europeias do ranking da UEFA.
Olhando para as equipas nacionais, só o Sporting se aproxima (2,45), e lá fora apenas três apresentam um registo superior, embora uma delas seja por um triz. Num universo de 182 emblemas nas dez maiores ligas, a classificação da média de golos é liderada, de forma evidente e distanciada, pelo Barcelona (4,17), seguindo-se dois clubes alemães, Bayern (3,45) e o surpreendente Mainz que, com os dois golos de ontem, ficou quase em igualdade com as águias (3,13). Termina aqui a "concorrência" aos encarnados, que arrancaram a temporada com 53 golos nas referidas 17 partidas, com 16 obtidos no campeonato, dez na Liga Europa e cinco na fase de qualificação da prova da UEFA.
No passado encarnado, e numa comparação com épocas completas, é preciso ir até 1964/65 para encontrar uma média superior à atual, com 3,41 golos por jogo. É preciso recuar 61 anos no calendário histórico do Benfica, que apresenta ainda registos de mais de quatro festejos por jogo entre os anos 40 e 60, embora contabilizando duelos mais acessíveis de provas regionais. Isto mostra a dimensão da caminhada atual das águias, que amanhã terão o ataque à prova contra uma das maiores muralhas da liga, pois o Santa Clara, tal como o FC Porto, só sofreu quatro tentos.