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Rui Borges teve um momento curioso após a vitória sobre o Lens em que menciona «os Bernardos desta vida», em referência a um jornalista. Uma semana depois, o treinador justifica-se e garante ser um «rapaz calmo», até em demasia, em antevisão à receção ao LASK Linz.
«Sou muito calmo, às vezes, calmo demais. Nem quis individualizar ou entrar em polémicas. Respeito muito o vosso trabalho, de todos. Respeito a crítica, que faz parte. Desde que meti na cabeça que ia ser treinador principal, sabia bem que, se nalgum momento alcançasse os meus sonhos - e tenho conseguido, felizmente, teria de saber lidar com essa crítica. O treinador tem um papel difícil, por isso, respeito toda a gente e a crítica. Não gosto é de crítica disfarçada de opinião. Reservo o direito de, quando entender, tentar defender a minha dignidade, a minha carreira, o meu grupo e o Sporting. Vou defender sempre o Sporting. Jamais quero entrar em polémicas. Às vezes, há momentos em que podemos estar mais a frio ou menos a frio, mas serei sempre o mesmo treinador, o mesmo rapaz calmo. Agora, quem não sente, não é filho de boa gente.»
«Aos adeptos. A vitória será sempre dedicada aos adeptos. E depois a nós, porque os jogadores corrrem muito. Estão sempre focados, a vitória será sempre do grupo e posteriormente aos adeptos.»