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O presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), João Carvalho, assumiu hoje que existem conversas exploratórias sobre uma possível criação de uma cidade das modalidades, garantindo ser «um projeto de que está em cima da mesa».
Nas últimas eleições da FPB, Carlos Barroca, o candidato derrotado, tinha prometido a criação de uma cidade do basquetebol, com João Carvalho a dizer que «é um projeto que está em cima da mesa, que já existem contactos, mas que naturalmente são contactos exploratórios».
Contudo, o líder federativo diz que é um projeto que terá de ser feito com o «apoio quer de uma autarquia, quer do próprio Governo central», porque são «investimentos muito significativos e as federações não dispõem de meios financeiros, recursos financeiros que permitam fazer esse investimento».
«Também não faz sentido ter uma federação, uma única federação, a usufruir de uma determinada infraestrutura desportiva, portanto aquilo que está aqui em cima da mesa é um bocadinho fazer uma cidade, como existe a cidade do futebol, mas uma cidade de outras modalidades. Tem havido alguns contactos com outras modalidades, com uma entidade autárquica, e portanto vamos ver até quanto é que isso chegará a bom porto», afirmou.
Após a apresentação das celebrações do centenário do organismo, João Carvalho reagiu às críticas do selecionador nacional, Mário Gomes, que, na última janela internacional, se queixou da climatização dos pavilhões.
«A Federação não tem instalações próprias em termos desportivos, portanto tem que se socorrer daquilo que as autarquias dispõem. O que nós sabemos é que há autarquias que estão disponíveis e vão mesmo concretizar investimentos em termos de melhoria da climatização. Há o caso, por exemplo, de Matosinhos, que tem sido uma espécie de capital do basquetebol [...] e que efetivamente vão fazer um investimento significativo, na casa de um milhão de euros, num projeto de climatização», revelou.
Contudo, João Carvalho diz que, neste momento, há um problema maior do que a climatização, que é a dimensão dos pavilhões, pois, para uma competição de seniores masculinos, é necessário um pavilhão que tenha no mínimo 3.000 lugares de capacidade, algo que também tem impedido o FC Porto de disputar os jogos da Liga dos Campeões no seu pavilhão.
«Temos uma limitação muito grande, porque não há muitas infraestruturas, eu diria mesmo que há muito poucas infraestruturas desportivas com essa capacidade em Portugal. Tenho falado com outras modalidades, e o basquetebol é de facto aquela que é mais exigente, e portanto eles não têm essa limitação. Se outras modalidades tivessem essa limitação, essa condicionante, naturalmente que haveria aqui um fator de pressão adicional junto do Governo de Portugal, porque é ao Governo que compete efetivamente construir essas infraestruturas», referiu.