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Final feliz para o herói da casa: Kane recebeu em Londres o maior galardão da carreira até agora. Alexia Putellas é a melhor do mundo pela terceira vez.
O londrino Harry Kane tornou-se esta segunda-feira o primeiro inglês a conquistar a Bola de Ouro em 25 anos, na sua cidade natal, depois de superar a forte concorrência de Lamine Yamal e Kylian Mbappé.
Alexia Putellas conquistou o prémio feminino pela terceira vez e prolongou o domínio espanhol do troféu, graças ao papel que teve ao levar o Barcelona à Liga dos Campeões da época passada, antes de se mudar para o London City Lionesses.
A primeira cerimónia da Bola de Ouro em solo inglês teve um arranque pouco auspicioso, com o trânsito de Londres a provocar um atraso de quase uma hora e muitos dos craques a chegarem tarde.
Mas houve final feliz para o herói da casa, com Kane a receber o maior galardão da carreira até agora.
O avançado do Bayern de Munique, de 33 anos, marcou uns impressionantes 73 golos em 65 jogos pelo clube e pela seleção na época passada, e levou o gigante alemão à dobradinha, campeonato e taça.
Marcou também seis golos na caminhada de Inglaterra até ao terceiro lugar no Mundial.
“Sem vocês (os colegas do Bayern de Munique) e o resto da equipa não seria possível, a forma como me puxam, a forma como competimos. Por isso, muito obrigado”, disse depois de receber o prémio.
Ronald Wittek/EPA
Kane passou grande parte da carreira sem conquistar títulos coletivos. Perdeu ao serviço do Tottenham a final da Liga dos Campeões de 2019, frente ao Liverpool, e provou por duas vezes o amargo da derrota na final do Campeonato da Europa, pela Inglaterra.
Finalmente, depois de chegar ao Bayern de Munique, em 2023, começou a colecionar troféus, todos em competições nacionais alemãs.
Mas a sua notável regularidade a marcar valeu-lhe o maior prémio individual do futebol.
“Mudar-me para o Bayern de Munique foi um grande passo na minha carreira”, tinha dito Kane à AFP. “Algumas pessoas viram isso como um risco, mas para mim foi sempre uma questão de melhorar e ver se conseguia crescer ao lado dos colegas, da equipa, do clube, e isso empurrou-me para outro nível.
“Como número nove do Bayern e de Inglaterra, espera-se que marques golos, e tê-lo feito tantas vezes como no ano passado é algo de que me orgulho mesmo muito”, acrescentou.
Vencedora em 2021 e 2022, a terceira Bola de Ouro de Putellas fecha o seu regresso ao topo do futebol feminino, depois de uma lesão no ligamento cruzado anterior lhe ter travado a ascensão há quatro anos.
Putellas sucede à colega de seleção Aitana Bonmatí, vencedora nos últimos três anos, que esteve de fora durante grande parte da época passada por causa de uma fratura numa perna.
“Desde que tive a lesão, tento aproveitar cada momento como se fosse o último, porque nunca se sabe se volta a acontecer”, disse Putellas à AFP numa entrevista no mês passado.
“Nunca senti que a Bola de Ouro fosse ‘minha’… Já o tendo vivido uma vez, consigo agora aproveitá-lo ainda mais”, acrescentou.
Lamine Yamal foi quem mais se destacou pela ousadia no vestuário, com uma flor cor-de-rosa na parte da frente do fato preto.
Mas o jogador de 19 anos ficou aquém de se tornar o mais jovem vencedor de sempre da Bola de Ouro, depois de não ter mostrado a melhor forma durante a conquista do Mundial por Espanha.
No El Clásico de domingo, Mbappé levou a melhor sobre Yamal com dois golos, na vitória do Real Madrid sobre o Barcelona por 2-1. Mas continua à espera de ganhar a Bola de Ouro, apesar de um ano prolífico pela França e pelo Real Madrid.
Luis de la Fuente bateu Luis Enrique, do Paris Saint-Germain, e Mikel Arteta, treinador do Arsenal, para ser eleito treinador do ano no futebol masculino, depois de levar Espanha à conquista do Mundial.
“Sinto-me mesmo privilegiado por trabalhar com uma equipa de tão alta qualidade a nível profissional e humano”, disse de la Fuente.
Pere Romeu, do Barcelona, arrecadou o prémio de treinador do ano no futebol feminino.
Bukayo Saka, do Arsenal, ganhou o prémio Sócrates pelo seu trabalho humanitário.
O Paris Saint-Germain falhou qualquer um dos grandes prémios individuais, apesar de ter vencido a segunda Liga dos Campeões seguida, mas teve o consolo de ser eleito clube do ano no futebol masculino.
Os espanhóis Unai Simón e Cata Coll foram eleitos os melhores guarda-redes masculino e feminino, respetivamente.