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O PSV Eindhoven derrotou o Futebol Clube do Porto por uma bola a zero, esta terça-feira no Estádio do Dragão. O golo de Guus Til ao minuto 57 carimbou mais uma derrota da equipa azul e branca na Liga dos Campeões. O Porto ainda tentou ir atrás do resultado, mas a equipa neerlandesa não se deixou levar, tendo mostrado eficácia no decorrer de todo do jogo.
No onze inicial, o Futebol Clube do Porto entrou em campo com Diogo Costa na baliza e com Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu a comporem a linha defensiva. No meio-campo, Francesco Farioli optou por Froholdt, Pablo Rosario e Veiga, enquanto Pepê, Samu e Pietuszewski completam o trio de ataque. Como já era esperado, o técnico italiano promoveu seis alterações no onze inicial em relação ao encontro frente ao Bétis.
Do lado neerlandês, Peter Bosz aposta em Kovář na baliza, com Dest, Geertruida, Gasiorowski e Kostic na linha defensiva. No meio-campo, Sano e Mauro Júnior assumiram as funções mais recuadas, enquanto Bajraktarevic, Til, Perisiuc e Mijnans completaram o setor ofensivo. O PSV apresenta apenas duas alterações em relação ao onze anterior, com Bajraktarevic a substituir Van Bommel, indisponível desde a partida com o Leipzig e Gasiorowski a ocupar o lugar de Obispo.
A primeira parte não teve golos, mas ficou marcada pelas várias oportunidades de golo e pela pressão da equipa neerlandesa, que criou dificuldades à formação portista na construção de jogo.
Aos 3 minutos, os dragões protagonizaram uma das primeiras aproximações à baliza adversária, mas Kovar conseguiu defender. Aos 7’, Geertruida respondeu com uma grande oportunidade, com a bola a passar por cima da baliza de Diogo Costa. No mesmo minuto, o FC Porto voltou a ameaçar, numa jogada individual de Pietuszewski que terminou com um remate ao lado. Aos 9’, um cruzamento para a grande área criou novamente perigo para os dragões, mas a finalização saiu ao lado.
O PSV continuou a pressionar e, aos 11’ e 17’, voltou a ameaçar a baliza portista, com dois remates que não encontraram o alvo. A equipa neerlandesa conseguiu condicionar a saída de bola dos dragões, que sentiram dificuldades em recuperar a posse e progredir no terreno.
Aos 26’, Alberto Costa cria perigo, com um remate que foi travado pela defesa adversária, conquistando um pontapé de canto. Já aos 32’, Mauro Junior, jogador do PSV, tentou novamente de fora da área, mas a bola passou por cima da baliza.
Já na reta final da primeira parte, aos 37’, os dragões tiveram mais uma oportunidade, mas o remate saiu por cima. Aos 39’, após uma falta sobre Gabri Veiga, o FC Porto beneficiou de um livre que terminou com a bola a passar junto ao poste esquerdo da baliza de Kovar. Filip Kostic ainda ameaçou aos 42’, com um remate ao lado, e aos 45’ com Sergino Dest a obrigar Diogo Costa a intervir para evitar o golo.
O intervalo chegou sem golos, com o PSV a demonstrar maior pressão ofensiva, enquanto o FC Porto procurou responder através de iniciativas individuais e oportunidades pontuais. Apesar das dificuldades sentidas, os dragões mantêm o resultado em aberto para a segunda parte.
PSV Eindhoven chega à frente do marcador numa jogada confusa
A segunda parte trouxe um FC Porto mais ofensivo, com várias oportunidades de golo e uma reta final intensa, mas a falta de eficácia na finalização impediu os dragões de transformar em golos as ocasiões criadas.
Ao minuto 47, Pietuszewski rematou para a baliza neerlandesa com Kovar a defender. Pablo Rosário teve a sua oportunidade aos 48′, num remate ainda de fora da grande área, mas a bola passou por cima da baliza do PSV. Pietuszweski continuava a tentar e no minuto seguinte criou instabilidade na defesa e numa jogada individual rematou sem sucesso.
O Porto sofre o primeiro e único golo da partida, ao minuto 57´ onde, numa bola perdida e numa jogada bastante confusa, Guus Til conseguiu rematar para o lado esquerdo da baliza e inaugurar o marcador.
A resposta portista surgiu aos 72’, numa grande oportunidade de golo. Borja Sainz ultrapassou a linha defensiva e cruzou para André Silva, que rematou para a defesa do guarda-redes. Na recarga, Froholdt ainda tentou finalizar, mas a baliza estava bem protegida. No minuto seguinte, Alberto aproveitou uma recuperação de bola e, perante a baliza aberta, voltou a criar perigo, mas a defesa neerlandesa conseguiu travar o lance.
O PSV respondeu aos 77’, ficando perto de marcar, mas a defesa portista conseguiu evitar o golo. No minuto seguinte, Alberto Costa voltou a testar os reflexos de Kovar, que fez uma boa defesa.
Na reta final, os dragões continuaram a procurar o golo, com boas combinações ofensivas, embora a finalização continuasse a não corresponder às oportunidades criadas. Aos 91’, um cruzamento de Alberto Costa atravessou a frente da baliza, sem que Borja Sainz conseguisse chegar a tempo. No último minuto, os portistas ainda tentaram chegar ao golo, mas Kovar voltou a mostrar-se atento.
Apesar da insistência do FC Porto na segunda parte, a falta de eficácia na finalização acabou por marcar o encontro. Os dragões criaram várias oportunidades, sobretudo a partir do minuto 72, mas não conseguiram encontrar o caminho para a baliza perante um PSV que também mostrou capacidade para ameaçar até ao final.
É a primeira vez desde 1997/1998 que os dragões perdem três jogos seguidos na Liga dos Campeões, depois das derrotas diante do Manchester City e do Bétis nas jornadas anteriores. O FC Porto é o 33.º das 36 equipas em prova. Recorde-se que só os oito primeiros têm passagem direta para os oitavos de final. Os outros oito têm de passar por um play-off disptado entre os classificados entre a 9.ª e a 24.ª posições.
Farioli: “O esforço esteve lá, se calhar a qualidade não.”
O treinador do FC Porto reconheceu as dificuldades sentidas pela equipa frente ao PSV, admitindo que, apesar das oportunidades criadas, faltou eficácia na finalização. “Tivemos dois momentos no início em que podíamos ter marcado o 1-0. Sabíamos que ia ser um jogo de muitos duelos”, afirmou na conferência de imprensa, considerando que a primeira parte foi particularmente difícil, embora a equipa também tenha conseguido criar situações de perigo.
Na análise ao resultado, o técnico portista considerou que a equipa merecia mais, mas reconheceu a qualidade do adversário. “O esforço esteve lá, se calhar a qualidade não. Sabemos que a Champions é uma besta diferente da Liga Europa”, referiu, sublinhando que a evolução da equipa exige tempo e trabalho. “Trouxemos a Champions de volta ao FC Porto. Se acreditarmos que em 15 meses podemos fechar a nossa evolução e progressão, estamos enganados. Há 15 meses voltávamos dos Estados Unidos depois de perder”, acrescentou.
O treinador destacou ainda a importância de manter a confiança no processo, apesar dos resultados negativos. “Todos nós queremos fazer melhor. Eu vi o quanto os nossos jogadores correram”, afirmou, lembrando que a equipa tem enfrentado adversários difíceis e que terá de continuar a trabalhar para superar os próximos desafios.
Por fim, reconheceu o mérito do PSV na construção ofensiva e na criação de oportunidades: “A realidade é que eles jogaram bem, jogaram bem com a bola e conseguiram criar mais situações.” O técnico deixou, assim, uma mensagem de exigência para os próximos encontros, reforçando que o FC Porto ainda tem aspetos a melhorar para continuar a evoluir na Liga dos Campeões.
Peter Bosz: “Agora, estamos de volta à corrida”
Peter Bosz considerou esta vitória muito importante, destacando a forma como a equipa conseguiu assumir o controlo do jogo. O treinador neerlandês apostou numa estratégia de pressão alta, privilegiando a recuperação rápida da bola e a confiança na construção de jogo. Ainda assim, reconheceu algumas dificuldades iniciais: “Não fechamos bem as linhas de passe, mas, assim que começámos a bloqueá-las, senti que tínhamos a partida completamente controlada”, disse aos jornalistas no final.
Apesar de reconhecer a qualidade do FC Porto enquanto adversário, Bosz destacou a coragem demonstrada pela sua equipa e a capacidade de “desgastar o adversário”. “É extremamente gratificante, especialmente tendo em conta a recente sequência de jogos”, afirmou o treinador, que terminou satisfeito com o resultado e com o apoio dos 2.500 adeptos do PSV, que se fizeram ouvir ao longo dos 90 minutos.
O treinador do PSV destacou a postura da sua equipa desde o início da partida, considerando que o FC Porto entrou mais recuado e apostou numa defesa compacta. “Pressionamos desde o primeiro minuto, ao contrário do FC Porto. Recuaram, mantiveram-se compactos e tentaram isolar o nosso trio de ataque”, afirmou, acrescentando que os dragões só começaram a pressionar mais alto ao fim de meia hora de jogo, uma situação a que a equipa neerlandesa está habituada no campeonato.
O treinador sublinhou ainda a importância dos três pontos para as aspirações da equipa na Liga dos Campeões: “Queríamos, no mínimo, empatar, mas ganhar é, claro, ainda melhor. Agora estamos de volta à corrida.” O PSV subiu para a 16.ª posição.
O Futebol Clube do Porto voltará a jogar para a Liga dos Campeões no dia 4 de novembro frente ao Nápoles, no Estádio do Dragão, pelas 20h00. Antes disso, desloca-se a Barcelos, já no próximo fim de semana, para enfrentar o Gil Vicente.
Editado por Filipa Silva