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Luis Enrique, treinador do PSG, reagiu ao adiamento do jogo com o Lyon, de Paulo Fonseca, que vai coincidir com a cerimónia de entrega da Bola de Ouro de 2026, na segunda-feira
Luis Enrique, treinador do PSG, reagiu este sábado depois do jogo entre a sua equipa e o Lyon, treinado pelo português Paulo Fonseca, inicialmente previsto para domingo, em Paris, ter sido adiado para segunda-feira (19h30), na sequência das manifestações previstas na capital francesa para amanhã.
Com este adiamento, o jogo entre o PSG e o Lyon vai coincidir com a realização da cerimónia de entrega da Bola de Ouro de 2026, mas o técnico espanhol desvalorizou esse dado, dizendo não ter "qualquer problema" em jogar na segunda-feira, num encontro relativo à oitava jornada da Ligue 1.
"Não, isso não me interessa. Se jogamos na segunda-feira e isso é melhor para a situação atual, eu aceito. Domingo é um dia especial em relação à situação e não tenho qualquer problema em jogar na segunda-feira. Temos vários jogadores que podem ganhar a Bola de Ouro. Logo veremos, mas isso não muda nada na equipa", vincou, em conferência de imprensa.
Noutro tópico, Luis Enrique garantiu que o PSG manterá a mesma identidade diante do Lyon apesar de estar a contas com uma onda de lesões que inclui o lateral-esquerdo português Nuno Mendes, o central Marquinhos, o avançado Ousmane Dembélé e o extremo Khvicha Kvaratskhelia, que é o caso mais grave, enfrentando vários meses de paragem pela frente.
"Não, não vamos relaxar. Somos uma família. Há dois ou três jogadores lesionados, mas é a competição e o alto nível. É preciso aceitar as coisas. Somos a mesma equipa com e sem as lesões. O futebol é assim. Jogámos sem Dembélé quase o jogo todo contra o Barça [na vitória por 4-2 do PSG, na Liga dos Campeões], jogámos sem Marquinhos e Kvara no final. E mostrámos que jogávamos da mesma maneira. É essa a nossa força", enalteceu o treinador.
Quanto ao caso de Kvaratskhelia, Enrique assumiu que a sua lesão grave num joelho foi um duro golpe, mas reiterou que, neste momento difícil, o mais importante é que o jogador mantenha um estado de espírito positivo.
"Infelizmente, já sabíamos. É uma lesão dura. Pensas no jogador, no que ele vai viver. É difícil, mas é preciso manter o positivismo. Quando és um jogador profissional e queres fazer 10-15 anos de carreira, tens de ter lesões. É preciso procurar encontrar coisas positivas e haverá. Ele é e será muito importante para nós. É um risco ser um jogador profissional e é preciso aceitar as coisas positivas e negativas, a vida é assim. É preciso que ele supere isto para mostrar que tipo de jogador ele é. Veremos depois da operação. Ele voltará mais forte, não tenho dúvidas", afiançou, descartando ainda ir à procura de um reforço para a posição do extremo georgiano no próximo mercado de janeiro: "Não, nenhuma lesão significa que seja preciso contratar novos jogadores. No início da época, disse que podíamos suportar tudo, mesmo que existam lesões importantes. Mas mantemo-nos atentos às oportunidades. É uma possibilidade que temos", referiu.
A concluir, Luis Enrique lembrou que o Lyon de Paulo Fonseca foi vencer a casa do "seu" PSG na época passada (2-1), recusando qualquer favoritismo contra a formação do técnico português, sendo que ambas as equipas partilham neste momento a liderança da Ligue 1, com 14 pontos, juntamente com o Paris FC, Lille e Mónaco.
"Demonstrámos a nossa capacidade de melhorar os nossos resultados, estávamos longe [da liderança] há algumas semanas. E logo na segunda-feira, podemos ser líderes. É importante estar o mais alto possível. Defrontar o Lyon de Paulo Fonseca é uma motivação. Lembramo-nos de que eles ganharam no ano passado aqui. Cabe-nos a nós mostrar o que sabemos fazer", rematou.