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"Esse era o verdadeiro Ronaldo, não o Cristiano, que é metade da metade..."
Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo

Antonio Cassano, sempre polémico, jogou com Ronaldo Nazário no Real Madrid e aproveitou para deixar uma bicada a Cristiano Ronaldo

Antonio Cassano trocou a Roma pelo Real Madrid em 2005/06, permaneceu na época seguinte, mas apenas fez 20 jogos, com quatro golos marcados, antes do regresso a Itália, pela porta da Sampdória. Numa entrevista ao jornal As, falou sobre os motivos que o levaram a fracassar em Espanha, onde teve Ronaldo, o Fenómeno, com um dos companheiros equipa.

Cassano deixou grandes elogios ao antigo avançado brasileiro, fazendo uma comparação nada simpática com Cristiano Ronaldo, que foi estrela planetária ao serviço do emblema espanhol. "Totti foi um dos meus grandes ídolos. Quando tive a oportunidade de assinar pela Roma ou pela Juventus, decidi ir para a capital, porque era lá que o Francesco tinha jogado. Depois, tive a sorte de jogar ao lado de Ronaldo Nazário. Como avançado-centro, nunca vi ninguém como ele. Era absolutamente fabuloso e único. Se tivesse tido uma carreira sem lesões, teria atingido um patamar inimaginável. Esse era o verdadeiro Ronaldo, não o Cristiano, que é metade da metade do que era o Ronie, o Fenómeno", disse.

Roma-Real Madrid com críticas a Mourinho

Roma e Real Madrid jogam esta quarta-feira para a segunda ronda da Champions. "A Roma e o Real Madrid são duas equipas muito diferentes. Para começar, a Roma tem um treinador fantástico e o Real Madrid não, porque o Mourinho não gosta de jogar futebol, só gosta de falar. É incrível que o Real Madrid, a equipa mais forte da história, tenha contratado o Mourinho. Não percebo como é que o Florentino apostou nele. Isso deixa-me louco. Se trocássemos os treinadores de banco e o Gasperini estivesse no do Real, o Real Madrid ganharia por 10-0", atirou, sem papas na língua.

O currículo de Mourinho não chega para convencer Cassano. "É verdade. O Gasperini só ganhou uma Liga Europa, mas a mim não me importam os títulos, e sim o que vejo em campo. O Mourinho já não pode treinar. Teve muita sorte porque nenhuma das suas equipas jogou bem. A sua filosofia de futebol ficou ultrapassada há dez anos. A sua carreira não deixou qualquer legado, apenas discussões com toda a gente. Ele gosta de falar de outras coisas, mas não de futebol. Um dos seus grandes méritos é ter o Jorge Mendes como agente, que lhe arranja sempre boas equipas", apontou.

Diz que devia ter ido para a prisão quando estava em Madrid

"Corria pouco? É verdade (risos). Eu tinha muito talento e pouca dedicação, isso toda a gente sabe. Não tinha força de vontade para comer menos e trabalhar mais, mas fui feliz à minha maneira", atirou, anda com um craque bem fresco na memória. "Principalmente o Messi. Ele joga a outro nível. Na história do futebol, nunca houve ninguém como ele. Está acima de todos e continua a ser um fenómeno admirável com quase 40 anos. É incomparável. Há outros jogadores muito bons, como o Yamal, o Raphinha ou o Rodrygo, do Real Madrid, de quem gosto imenso, mas o Messi está muito à frente de todos eles e de todos os que virão depois. Não haverá ninguém como ele", elogiou.

Voltando à passagem pelo Real Madrid, Cassano deu que falar logo no dia da apresentação, surgindo com um casaco extravagante e não com um fato, como seria mais adequado. "Não sei o que me passou pela cabeça há 20 anos. Eu era um tolo. Usava um casaco horrível e uma roupa pouco adequada para a ocasião. Eu era assim. Às vezes fazia disparates e, em Madrid, ainda mais", reconheceu, admitindo que deixou escapar uma grande oportunidade. "Sem dúvida. Devia ter ido para a prisão (risos). Porque o meu comportamento era uma porcaria. Gostava de comer e sair, e não de treinar. Estava dez quilos acima do peso. A culpa foi toda minha", admitiu.

"Esse era o verdadeiro Ronaldo, não o Cristiano, que é metade da metade..."
Cassano no dia da apresentação no Real Madrid

"O Cassano daquela altura, com a cabeça que tenho agora..."

"Os melhores jogadores com quem joguei na minha vida foram o Ronaldo, o Zidane e o Guti, mas eu estava com a cabeça noutro lugar. Faltava-me sensatez. O Cassano daquela altura, com a cabeça que tenho agora, teria jogado dez anos naquela equipa, porque tinha qualidade. De qualquer forma, fui muito feliz a jogar no Real Madrid. Foi um orgulho maravilhoso e, quando viajo para o estrangeiro, ainda se lembram de mim por ter feito parte daquela equipa. O Real Madrid é o maior clube da história", rematou.

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