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Ruben Amorim ficou satisfeito com a exibição do Milan durante cerca de 65 minutos frente à Atalanta, mas não escondeu a insatisfação com a forma como a equipa terminou o encontro, apesar da vitória por 3-2. No final da partida, o treinador português reconheceu que os milaneses perderam confiança e controlo depois de sofrerem o primeiro golo, permitindo ao adversário reentrar na discussão do resultado.
«Temos de ser mais consistentes em termos de exibições e resultados e, mesmo que tenhamos de sofrer, temos de sofrer menos», afirmou Amorim, em declarações à Sky Sport.
O técnico identificou aspetos a corrigir, sobretudo na gestão da vantagem e na resposta à pressão adversária.
«Depois do 3-1, deixámos de pressionar e começou a aumentar o nervosismo», explicou, admitindo também que a equipa tomou decisões erradas na construção e perdeu a capacidade de controlar o jogo com bola.
Amorim abordou ainda a prestação de Gonçalo Moreira, elogiando a adaptação do jogador às exigências defensivas da equipa.
«Penso que o Moreira jogou bem até ao minuto 66, quando toda a equipa deixou de jogar bem», afirmou.
Em declarações à Sport TV, Amorim destacou também as qualidades de Gonçalo Ramos, que voltou a faturar nos rossoneri.
«Acima de tudo, é um jogador de equipa e essa foi a principal razão para o trazermos. É talentoso, tentamos mudar algumas coisas porque basta mostrar-lhe uma imagem que ele entende o que queremos. Facilita muito», começou por dizer.
O técnico acrescentou que Gonçalo esteve mais próximo dos centrais adversários e contribuiu para o golo, embora tenha falhado uma grande penalidade.
«É um jogador em que confio que nos vai ajudar durante a época», concluiu.
Amorim falou também de Adrien Rabiot, que já tinha visto um cartão amarelo. O treinador explicou que decidiu manter o médio em campo por considerar que a situação estava controlada, depois de conversar com ele ao intervalo.
«É um jogador realmente importante. É muito experiente e sabe que, estando amarelado, não pode tentar travar todas as jogadas. Se achasse que podia ser expulso, tê-lo-ia substituído, mas senti que estava tudo sob controlo», explicou o técnico português.