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Afastado em campo da final da Libertadores pelo Estudiantes, o Flamengo, que tem como treinador o português Leonardo Jardim, procura impugnar o desfecho da meia-final por entender que o antigo jogador do Sporting, Marcos Rojo, foi inscrito na competição indevidamente.
Rojo começou a temporada no Racing Club, de onde saiu em litígio com o presidente. No início deste mês, foi oficializado como reforço do Estudiantes, já depois de a janela de mercado ter encerrado, devido à lesão de Gabriel Neves.
O processo não foi simples, mas o Estudiantes lá conseguiu inscrever Rojo na Liga argentina. Posteriormente, tentou fazê-lo igualmente na Libertadores, intenção que a Conmebol rejeitou inicialmente por entender que o prazo de recuperação de Gabriel Neves não se enquadrava nas condições especificadas nos regulamentos, o que levou a que Rojo tivesse, inclusive, falhado a primeira mão da meia-final com o Flamengo.
O clube argentino recorreu da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que deu provimento ao pedido, viabilizando a utilização de Rojo na segunda mão, que terminou com o apuramento do Estudiantes, nos penáltis, para a final da Libertadores.
Inconformado com o desfecho do processo, o Flamengo apresentou, na passada sexta-feira, uma queixa na Conmebol, por entender que a inscrição do defesa argentino, de 36 anos, foi feita de forma irregular. Caso lhe venha a ser dada razão, será aplicada uma derrota por 3-0 ao Estudiantes no jogo do Maracanã, o que implicaria o apuramento do Fla para a final da Libertadores.
O clube argentino tem até à próxima segunda-feira para apresentar a sua defesa neste caso.
A final da Libertadores está agendada para o dia 28 de novembro, em Montevideo, no Uruguai. O Palmeiras, de Abel Ferreira, é outro finalista da competição.