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Golo para a posteridade aos cinco minutos, resposta austríaca em cima do quarto de hora e um primeiro tempo de muita reflexão para Rui Borges. Algumas dificuldades para furar o bloco do LASK e o empate ao intervalo justificado pela boa exibição de Kaique.
Empate ao intervalo e uma mudança importante na segunda parte. A eficácia do adversário. Foram precisos os mesmos cinco minutos para o caldo entornar e o Sporting conhecer o sabor da derrota nesta edição da Liga dos Campeões. Suárez fez o seu trabalho e contribuiu com um «bis». Segue-se a Taça da Liga.
Dúvidas desfeitas: equipa que ganha não se mexe. Rui Borges não mudou uma única peça do xadrez que montou em Lens. Kaique e João Simões repetiram e titularidade, frente a um adversário com duas derrotas em dois jogos nesta fase de liga da Champions.
Entrada a todo o gás dos leões, que precisaram apenas de cinco minutos para se colocarem em vantagem no marcador. Irankunda foi derrubado dentro da área e o árbitro aponto para a marca dos onze metros. Luis Suárez não tremeu e fez o 1-0… mas não só. Marcou pelo nono jogo consecutivo com a camisola do Sporting e igualou o registo que pertencia a Yazalde.
Este momento revelou-se importante para o que aconteceu nos minutos seguintes. Uma postura muito mais tranquila dos jogadores de Rui Borges, que não iam permitindo grande coisa em termos ofensivos ao adversário, até ao primeiro deslize. Suárez perdeu a bola onde não devia, esta viajou até ao corredor direito e chegou aos pés de Christoph Lang, que finalizou de forma sublime para o 1-1.
A resposta da turma de Rui Borges ao golo foi algo apática. É verdade que foi conseguindo manter a bola na sua posse, mas faltava alguma capacidade para penetrar no bloco austríaco. Nota para a importância de Suárez e João Simões na ligação de jogo com os colegas. Foram constantes as tentativas de construir pelo meio.
Tudo mudou no caminho para o intervalo. Uma série de oportunidades e Kaique a aparecer em bom plano. Christoph Lang estava com a corda toda e se não fosse o guardião brasileiro, a história podia ter sido muito diferente. Certo é que o 1-1 se manteve e os jogadores recolheram aos balneários com tudo em aberto para os segundos 45 minutos.
Dos balneários voltaram os mesmos 22 protagonistas e um jogo semelhante ao que se tinha assistido até então. As mesmas dificuldades para a turma de Rui Borges e uma capacidade de trocar a bola a um toque do LASK, que ia trocando as voltas aos leões.
Perante tudo isto, os avisos estavam dados e uma nova perda de bola, desta feita no meio-campo contrário, fez com que os visitantes aproveitassem um contra-ataque da melhor forma possível. Kalajdzic ofereceu a linha de passe ao colega durante largos metros e recebeu a bola no momento certo para almejar a baliza. Golo da reviravolta e o descontentamento dos adeptos a fazer-se sentir.
Tudo piorou cinco minutos depois. A defesa do Sporting voltou a ficar descompensada e Krystof Danek agradeceu. No um para um com Gonçalo Inácio, encontrou espaço para atirar rasteiro e viu a bola beijar o poste antes de entrar na baliza. É um daqueles baldes de água gelada.
A resposta do leão veio das bancadas. O rugido trouxe alguma motivação à equipa e Suárez teve nos pés a oportunidade de reduzir a desvantagem. Valeu a defesa de Schützenauer, que entrou no segundo tempo para substituir o lesionado Jungwirth.
Três alterações de seguida trouxeram sangue fresco para o relvado e o «bis» de Suárez ainda trouxe um toque extra de emoção para os minutos finais do jogo. Só que o mal estava feito.
O arranque perfeito do Sporting na Champions cai por terra à terceira jornada e agora é tempo de olhar para outra competição.