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O calendário ditou duas deslocações consecutivas ao plantel comandado por Marco Silva. O Benfica já superou a longa viagem ao Chipre, garantindo a terceira vitória consecutiva na fase principal da Liga Europa - resultado que lhe garante, para já, a liderança da competição pela diferença entre golos marcados e sofridos -, e, agora, enfrenta mais um voo rumo aos Açores para defrontar o Santa Clara, na nona jornada do campeonato.
A odisseia começou na passada quarta-feira, quando a comitiva dos encarnados enfrentou um voo charter de mais cinco horas entre Lisboa e Larnaca. Após aterrar na cidade onde se situa o maior aeroporto do país, seguiu-se uma deslocação de autocarro, de cerca de uma hora, até à capital Nicósia, onde acabaria por conquistar mais um triunfo, neste caso sobre o Omonia, por 4-1, com golos de Négo (na própria baliza), Pavlidis, Aursnes e Prestianni.
Cumprida a missão em solo cipriota, o Benfica escolheu não pernoitar no Chipre, regressando a Portugal de imediato, na madrugada de sexta-feira, tendo aterrado no Aeroporto General Humberto Delgado perto das sete da manhã, permitindo que o plantel cumprisse ainda uma ligeira sessão de recuperação física.
Com mais de dez horas de voo - além das duas deslocações de autocarro entre Larnaca e Nicósia - a pesar no plantel, o tempo disponível para preparar o encontro com o Santa Clara no Benfica Campus não abundou. A equipa treinou no sábado e, este domingo, Marco Silva dá a conferência de imprensa de antevisão da nona jornada da Liga, com os convocados a seguirem, depois, rumo ao aeroporto da capital portuguesa.
Segue-se mais uma ligação aérea, esta de cerca de duas horas e meia até Ponta Delgada, e mais uma noite passada numa unidade hoteleira antes do Santa Clara-Benfica, cujo pontapé inicial está marcado para amanhã às 18h45 continentais.
O regresso a Lisboa está agendado para poucas horas depois do apito final do encontro nos Açores e, contas feitas, os jogadores benfiquistas terão passado mais de 15 horas dentro de aviões em pouco menos de uma semana, além de terem de lidar com as diferenças horárias. No Chipre são mais duas horas, enquanto no arquipélago açoriano é menos uma hora do que em Portugal continental.