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O presidente do Sp. Braga, António Salvador, informou que vai recorrer da suspensão «injusta e ilegal» de 23 dias imposta pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
«Apresentarei recurso da decisão, que considero injusta e ilegal. Irei fazê-lo em sede própria, exigindo que se conheça e seja público todo o contexto da conversa que tive no final do jogo, no balneário do árbitro, na presença do delegado da Liga», pode ler-se numa mensagem nas suas redes sociais.
António Salvador foi suspenso por «lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa» do árbitro Gustavo Correia no final do Sporting de Braga–Gil Vicente (1-2).
No mapa de processos sumários do CD da FPF, lê-se que, de acordo com os relatórios do árbitro e do delegado da Liga, no final da receção ao Gil Vicente, segunda-feira, jogo em atraso da segunda jornada do campeonato, António Salvador foi ao balneário da equipa de arbitragem e deixou críticas ao árbitro da associação do Porto.
«O senhor faça um favor, deixe a arbitragem, falsifica documentos, o senhor psicologicamente não está em condições nenhumas de arbitrar jogos nenhuns, é o estado que a arbitragem portuguesa está», pode ler-se na transcrição do processo, publicado no sítio oficial da Liga de clubes, como atribuído a Salvador em relação a Gustavo Correia.
O líder ‘arsenalista’ defende que o relatório «é omisso e parcial» e «um sinal óbvio de que a postura de denúncia que o Sporting de Braga tem assumido face à liderança da arbitragem é incómoda e é para ser combatida».
«São vários, de resto, os indícios nesse sentido, como o comprovam a avaliação interna feita do penálti por assinalar no jogo frente ao Sporting (corporativamente assinalado como uma boa decisão!) ou a nomeação para o encontro da próxima jornada do árbitro que esteve no Moreirense–Sporting de Braga, do qual resultou um erro com impacto no resultado e na perda de dois pontos», lê-se.
António Salvador termina considerando que «a liderança da arbitragem, tão permissiva e submissa perante outros, quer condicionar e silenciar o Sporting de Braga e o seu presidente, [mas] obviamente, não o conseguirão!».
Além dos 23 dias de suspensão, o CD da FPF penalizou o presidente dos ‘arsenalistas’ com 4.970 euros de multa.
O Sporting de Braga perdeu com o Gil Vicente 2-1 e, no final, queixou-se que existiu uma falta sobre Pau Victor no início da jogada que depois veio a resultar no primeiro golo da equipa de Barcelos e que, já no período de descontos, ficou por marcar uma grande penalidade favorável aos bracarenses por suposta falta sobre Ricardo Horta.