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O Real Madrid chegou a estar em maus lençóis e perdia por 3-1 (numa bela exibição de Malen e Mora na 2ª parte) a 10 minutos no fim, mas três golos, todos na sequência de cantos, nessa ponta final permitiram a reviravolta e a vitória épica por 3-4. Mourinho sorriu no regresso a Roma.
Era um encontro especial, entre dois históricos do futebol europeu e mundial, mas que também marcava o regresso de José Mourinho a Roma, capital italiana, onde foi treinador entre 2021 e 2024, conquistando, inclusive, uma Conference League. Os portugueses Rodrigo Mora e Bernardo Silva começavam ambos no banco.
A jogar em casa, num belo ambiente, a Roma, bem à imagem de Gasperini, entrou ofensiva e pressionante, tentando o remate diversas vezes e criando dificuldades ao Real com a sua pressão alta. Essa pressão, de resto, resultou mesmo no golo inaugural, aos 20', num remate colocado de Marten de Roon de fora da área, com Courtois a ficar mal na fotografia.
A Roma até podia ter ampliado pouco depois - com Courtois a redimir-se e a tirar em cima da linha -, mas, segundos depois desse susto, Mbappé rematou fortíssimo de fora da área e, aos 24', empatou - além disso, o francês entrou para o top-5 de melhores marcadores de sempre na Champions.
Com tudo em aberto para a 2ª parte, Gasperini surpreendeu e, no regresso dos balneários, fez entrar Rodrigo Mora para o lugar de Dybala. O jovem médio luso teve um impacto imediato e, aos 51', desmarcou Donyell Malen na esquerda da área, que fez o 2-1. O neerlandês não se ficou por aqui e, seis minutos depois, foi muito bem desmarcado por Matias Soulé na cara de Courtois e ampliou. 3-1 e Real em maus lençóis.
Mourinho tentou dar vida à equipa e fez entrar Endrick e Arda Guler, para dar outra irreverência ao ataque - e Bernardo Silva, mais tarde -, mas a Roma estava claramente confortável no estado do jogo e Mora e Malen iam dando dores de cabeça. Aos 74', Mbappé foi desmarcado nas costas da defesa e festejou, mas viu o lance anulado por fora de jogo, levando os merengues ao desespero.
Entrando na fase do desespero, Mourinho fez entrar o seu talismã, Carlos Espí, e o avançado espanhol precisou de cinco minutos para faturar, aos 83', num canto. Nem dois minutos depois, em novo canto, foi a vez de Endrick cabecear no meio da confusão para o 3-3. E como o Real Madrid nunca pode ser deixado de parte, a reviravolta épica chegou mesmo, aos 90', e, adivinhe-se, novamente de canto: Guler bateu e, na confusão, foi a vez de Rudiger marcar à antiga equipa, para confirmar a cambalhota e a vitória espanhola.