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A Seleção Nacional regressa à competição em novembro, mas há uma pergunta que continua sem resposta definitiva: Cristiano Ronaldo vai voltar a vestir a camisola de Portugal? Depois de Jorge Jesus ter admitido a possibilidade de convocar o capitão, Elma Aveiro veio lançar dúvidas sobre uma reconciliação entre o irmão e o selecionador. E há ainda um processo disciplinar que pode pesar nas contas.
Faltam semanas para os próximos jogos de Portugal, mas a atenção está também centrada no que poderá acontecer fora das quatro linhas. A polémica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus continua sem um desfecho conhecido, e as declarações mais recentes da irmã do internacional português voltaram a colocar o futuro do capitão no centro da discussão.
À conversa com os jornalistas, Elma Aveiro foi questionada sobre um eventual regresso do irmão aos convocados da Seleção Nacional. A resposta não foi animadora para quem espera ver Ronaldo de volta já em novembro.
“Acho que não. Está mais para não [regressar] do que sim”, afirmou.
A madeirense explicou ainda que, na sua perspetiva, tanto o jogador como o treinador estarão magoados com o que aconteceu. E deixou uma frase que dá outra dimensão à polémica: “Quando somos traídos, depois para voltar ao normal é complicado”.
Elma reconheceu que se trata de uma situação vivida pelos dois protagonistas e não por si, mas as palavras mostram que, do lado da família, a reconciliação não é vista como garantida.
As declarações de Elma Aveiro contrastam com aquilo que Jorge Jesus tinha afirmado dias antes.
A 4 de outubro, o selecionador nacional garantiu que Cristiano Ronaldo poderia ser convocado para os jogos de novembro, caso o próprio jogador assim o entendesse. A mensagem deixava a decisão, pelo menos em parte, nas mãos do capitão.
Ronaldo também manifestou publicamente a disponibilidade para continuar ao serviço da Seleção. Depois de ter abandonado o estágio antes do encontro com a Dinamarca, o avançado pediu desculpa por não ter cumprimentado os adeptos após o jogo anterior e por ter deixado os companheiros, reconhecendo que poderia ser alvo de uma sanção.
O jogador afirmou ainda que continuaria disponível para representar Portugal depois de cumprir qualquer eventual castigo.
Há, por isso, dois sinais diferentes: de um lado, a disponibilidade que Ronaldo expressou; do outro, as dúvidas de Elma Aveiro sobre a possibilidade de a situação voltar ao normal. Nenhum destes elementos, por si só, confirma se o jogador estará ou não na próxima convocatória.
A questão não se resume à relação entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Na sequência da saída do estágio, a Federação Portuguesa de Futebol instaurou um processo disciplinar ao capitão e determinou uma suspensão preventiva não automática. O processo recebeu caráter urgente, mas a decisão sobre eventuais consequências disciplinares cabe ao Conselho de Disciplina, um órgão autónomo.
O presidente da FPF, Pedro Proença, manifestou publicamente o desejo de que Ronaldo regresse à Seleção, referindo que existe vontade nesse sentido por parte dos vários envolvidos. A decisão disciplinar, contudo, segue os seus próprios trâmites.
Este é um dos pontos essenciais para perceber o que pode acontecer em novembro. A disponibilidade do jogador e a abertura manifestada pelo selecionador não dispensam a necessidade de esclarecer a situação disciplinar.
Até existir uma decisão conhecida, não é possível afirmar que Ronaldo está definitivamente afastado dos próximos jogos ou garantir que será convocado.
O calendário já está definido e deixa pouco mais de um mês para que a situação seja esclarecida. Portugal recebe a Dinamarca a 14 de novembro, em Braga, e desloca-se a Cardiff para defrontar o País de Gales a 17 de novembro, em jogos da fase de grupos da Liga das Nações.
A próxima convocatória de Jorge Jesus será, assim, um momento importante. Além de revelar os jogadores escolhidos para os dois encontros, poderá esclarecer melhor o estado da relação entre o selecionador e o capitão da equipa nacional.
A questão é saber se haverá condições para deixar a polémica para trás ou se o conflito continuará a marcar o percurso da Seleção.
Por agora, as palavras de Elma Aveiro não constituem um anúncio de que Cristiano Ronaldo vai abandonar a Seleção, tal como as declarações anteriores de Jorge Jesus não representam uma garantia de convocatória.
O que se sabe é que o jogador manifestou vontade de continuar a representar Portugal, que o selecionador admitiu a possibilidade de o convocar e que existe um processo disciplinar cujo desfecho importa acompanhar.
Novembro aproxima-se e a dúvida mantém-se: Cristiano Ronaldo estará entre os convocados para os jogos com a Dinamarca e o País de Gales?
A resposta dependerá dos próximos desenvolvimentos, tanto no plano disciplinar como na relação entre o capitão e o selecionador. Até lá, o regresso continua a ser uma possibilidade, não uma certeza.
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