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Em antevisão à próxima partida da Liga dos Campeões, em casa contra o Leipzig, José Mourinho, treinador do Real Madrid, teve uma consideração curiosa sobre o jogo anterior - uma vitória suada por 4-3 sobre a Roma.
Mourinho sustenta que, no Estádio Olimpico, a história do jogo teria sido muito diferente se o meio-campo tivesse sido mais criativo.
«Há jogadores que, se não jogarem na sua posição, não jogam. Não é algo que se possa escolher. No outro dia, jogámos com um meio-campo diferente, com um jogador mais posicional e outro mais criativo. Depende da situação. Tento fazer a melhor combinação possível para garantir equilíbrio e qualidade. Se tivéssemos jogado em Roma com o Bernardo [Silva] e o Arda [Guler] desde o início, teriam-nos marcado cinco golos, porque não tínhamos capacidade para aguentar. Às vezes tenho razão, outras vezes não», disse.
Bernardo Silva tem sido quase sempre suplente no Real Madrid. Em oito jogos, iniciou três, na posição de médio-centro.
Perante a má forma de Vinicius Junior, Mourinho garantiu, mesmo assim, que o brasileiro vai jogar de início o próximo jogo como extremo-esquerdo. E ainda dissertou sobre o papel de «intocável».
«O emblema é intocável. O que torna os jogadores intocáveis não é a braçadeira, o estatuto ou os anos de carreira, mas sim o seu nível em campo», afirmou.
A um título mais pessoal, Mourinho não se mostrou surpreendido pelo desafio que tem sido treinar este Real Madrid.
«Estava preparado. Não posso falar de surpresas nem dizer se esperava que fosse melhor ou pior. Esperava o que encontrei. Quis ver com os meus próprios olhos e também ouvir. Não vim com a ideia de que vou ficar 100 dias ou três anos. Tento dar o meu melhor todos os dias», rematou.
O Real Madrid recebe o Leipzig pelas 20 horas desta quarta-feira, na terceira jornada da Liga dos Campeões.