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A chegada de Clarence Seedorf ao Corinthians amplia a relação de treinadores estrangeiros que passaram pelo comando do clube. O neerlandês, apresentado oficialmente nesta quarta-feira (14), no CT Dr. Joaquim Grava chega para substituir Fernando Diniz e tentar recuperar a equipe na reta final da temporada.
Ao longo de sua história, o Corinthians contou com profissionais de diferentes nacionalidades à frente da equipe. Entre eles, nomes que conquistaram títulos estaduais e outros que tiveram passagens curtas pelo Parque São Jorge.
O primeiro estrangeiro a comandar o clube foi o italiano Rafael Perrone, entre 1910 e 1911. Na época, era comum que jogadores, especialmente os capitães, também assumissem a responsabilidade de orientar a equipe. O próprio Perrone acumulou as funções de atleta e capitão.
Outro exemplo foi o português Casemiro do Amaral, goleiro e capitão do Corinthians, que dirigiu o time em quatro partidas em 1912. O espanhol Casemiro González, que esteve à frente da equipe entre 1912 e 1914 e depois de 1916 a 1917, também exerceu funções dentro e fora de campo.
Entre os estrangeiros que conquistaram títulos pelo clube está Antônio Pereira, português e um dos fundadores do Corinthians. Em 1937, ele dividiu o comando técnico com Neco na campanha do título do Campeonato Paulista.
Depois da passagem do argentino Daniel Passarella, em 2005, o Corinthians passou quase 17 anos sem contratar um treinador estrangeiro. A sequência foi interrompida em 2022, com a chegada do português Vítor Pereira, que comandou a equipe durante uma temporada.
Em 2024, o clube voltou a apostar em um profissional de fora do país com a contratação de António Oliveira. No mesmo ano, o argentino Ramón Díaz assumiu o comando e permaneceu até 2025, quando conquistou o Campeonato Paulista.
Nascido em Paramaribo, no Suriname, o ex-meia também possui nacionalidade neerlandesa, país para o qual se mudou ainda na infância e cuja seleção defendeu. Com passagens por Real Madrid, Inter de Milão e Milan como jogador, retorna ao trabalho como treinador após sete anos sem comandar uma equipe.