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A sete rodadas do final, o Brasileiro começa a definir os limites de cada time. O Palmeiras, de Abel Ferreira, e o São Paulo, com Dorival Jr. derrotaram o Furacão e o Vasco, respectivamente e melhoraram muito a sua situação no campeonato.
O Palmeiras fez 2 x 0, com Maurício, em falha de Micael, e com Piquerez, em cobrança de faltas. Tudo isso em dez minutos. Resolveu um jogo que tinha potencial para ser complicado e chegou à liderança provisória, dois pontos à frente do Flamengo, que visita o Bahia.
Depois do 2 x 0, Andreas Pereira foi expulso de maneira injusta. Uma admoestação verbal iria melhor que o segundo amarelo que recebeu, ao chutar uma segunda bola que estava em campo. É bom para ele aprender a deixar de ser malandro. Há pouco, em um jogo com o Corinthians, recorreu a expediente varzeano e cavou um buraco onde Memphis deveria cobrar um pênalti. Errou feio. Desta vez, a malandragem deu ruim.
Mais do que a vitória, mais do que os três pontos, mais do que a liderança provisória, fica o aviso do Palmeiras: queremos ser campeões e quem quiser impedir, vai ter de suar bastante. A impressão de que tudo estava resolvido para o Flamengo, quando assumiu a liderança, é falsa. Depois que o time carioca bobeou na Vila e viu um 2 x 0 se transformar em 2 x 2 – quase 2 x 3 – o Palmeiras sentiu cheiro de sangue e foi atrás. É um time maduro e que sabe competir. E ainda vai enfrentar o Flamengo em casa.
ADEUS, REBAIXAMENTO
O São Paulo venceu o Vasco por 1 x 0, com gol de Arthur e chegou a 42 pontos. Significa que, na pior das hipóteses, com vitórias de Grêmio e Corinthians – estará a oito pontos do Z-4. Faltam apenas dois pontos para chegar ao número mágico que nos livra de todo o mal, Amém.
Foi mais uma vitória suada, assim como foi contra Bragantino, Galo e Vitória. Na conta do lápis, com direito a defesa salvadora de Rafael no final. E sem grande futebol.
Valeu pelos três pontos, conseguidos principalmente a partir da entrada de Lucas, no segundo tempo. Ele substituiu Luciano e deu muito mais mobilidade ao meio, fez a bola circular, deu passes em profundidade, mostrou que está pronto para mais, após a recuperação de cinco meses, por lesão no tendão de Aquiles. Seu contrato vai até dezembro e não se sabe se continuará. O novo presidente – seja quem for – vai tentar uma redução salarial.
O São Paulo pode até pensar em Libertadores: Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os brasileiros com chance de título, estão à sua frente e podem abrir vaga. O Galo, que pode vencer a Sul-Americana, também. Seria um prêmio improvável e pouco merecido para um clube que foi vilipendiado por seus dirigentes.
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