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Vasco e Flamengo já tiveram nos goleiros um dos principais pilares de suas equipes. No entanto, o cenário atual é diferente. Léo Jardim, pelo lado cruz-maltino, e Agustín Rossi, pelo rubro-negro, vivem momentos de instabilidade e enfrentam críticas da torcida, apesar do histórico de boas atuações e de participações decisivas em momentos importantes.
Léo Jardim chegou ao Vasco em 2023, durante o período em que o futebol do clube era administrado pela 777 Partners. Contratado ao lado de Ivan, o goleiro venceu a disputa pela titularidade e rapidamente se tornou uma das principais referências da equipe. Em diferentes momentos, foi fundamental para o Cruz-Maltino, chegando, inclusive, a ser capitão durante a passagem de Fernando Diniz.
Em 2024, o camisa 1 viveu seu auge no Cruz-Maltino e teve papel importante na permanência do Vasco na Série A do Campeonato Brasileiro. As boas atuações também renderam uma convocação para a Seleção Brasileira, feita pelo então técnico Dorival Júnior, para os amistosos contra Inglaterra e Espanha, disputados em março daquele ano.
O bom desempenho continuou em 2025, temporada marcada pelas defesas de pênaltis contra o Fluminense, na semifinal da Copa do Brasil. Em julho do mesmo ano, o goleiro renovou seu contrato até dezembro de 2030, reforçando sua importância no planejamento vascaíno.
Em maio de 2026, Léo Jardim atingiu a marca de 200 jogos pelo clube. Apesar da trajetória positiva, o goleiro passou a conviver com oscilações e críticas em meio aos momentos difíceis da equipe na temporada. Um dos episódios mais marcantes ocorreu na eliminação para o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, quando sofreu um gol em chute de Leandro Paredes na reta final da partida, lance que aumentou a insatisfação de parte da torcida.
Já Agustín Rossi vive seu momento de maior instabilidade desde que chegou ao Flamengo, em 2023. Fundamental na conquista da Libertadores de 2025, o goleiro foi protagonista na classificação sobre o Estudiantes, nas quartas de final, ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis. Agora, porém, enfrenta um cenário diferente: vem sendo constantemente cobrado pela torcida, tanto por falhas em defesas quanto por decisões nas saídas de bola. A oscilação individual contrasta com a importância que conquistou ao longo de sua trajetória no clube.
O clássico contra o Vasco pode representar uma oportunidade para o argentino iniciar uma retomada. Rossi completou 200 jogos com a camisa rubro-negra na vitória sobre o Atlético-MG, na última segunda-feira, e alcançou marcas expressivas pelo clube. São 117 vitórias, 95 partidas sem sofrer gols e sete títulos conquistados. Além disso, o goleiro detém o recorde de 1.134 minutos consecutivos sem ser vazado na história do Flamengo, números que reforçam o peso de sua contribuição em diferentes momentos.
Ao celebrar a marca de 200 partidas, Rossi também destacou o desejo de continuar construindo sua história no Rubro-Negro.
- Espero continuar fazendo parte da história do Flamengo por muitos anos. Eu e minha família somos muito felizes aqui - afirmou.
O argentino também valorizou o fato de figurar entre os goleiros com mais jogos pelo clube e de acumular recordes individuais. Agora, diante das cobranças recentes, o desafio é transformar essa trajetória vitoriosa em confiança dentro de campo. O clássico pode ser um ponto de partida para recuperar a segurança e voltar a corresponder à expectativa da torcida.
Vasco e Flamengo se enfrentam nesta quinta-feira (29), no Nilton Santos, em um clássico que também pode servir para Léo Jardim e Rossi darem uma resposta às críticas recentes. Em um jogo desse tamanho, uma boa atuação pode fazer a diferença não só no placar, mas também na relação com os torcedores.