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Resumo
A oposição do Palmeiras pediu a abertura de uma sindicância contra a presidente Leila Pereira por ter chamado críticos de sua gestão de "meia dúzia de imbecis". A fala ocorreu ao rebater acusações de conflito de interesses sobre seu enteado e o Vasco. Pelo estatuto, ela pode receber desde advertência até suspensão de 12 meses. O pedido ganhou força para cobrar isonomia após o conselheiro José Corona ser suspenso por ofensas a Leila. A formalização da ação ainda aguarda trâmites internos do clube.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, enfrenta um novo questionamento nos bastidores do clube. Uma declaração feita durante um encontro com conselheiros provocou a reação da oposição, que agora tenta levar o episódio para uma investigação interna.
O conselheiro Luiz Fernando Moncau, integrante do grupo Ocupa Palestra, pediu a abertura de uma sindicância contra a dirigente durante a reunião do Conselho Deliberativo realizada na segunda-feira (19). O motivo foi a declaração em que Leila chamou críticos de sua gestão de "meia dúzia de imbecis".
A fala aconteceu no dia 5 de outubro, durante um encontro com conselheiros aliados. Na ocasião, a presidente rebateu questionamentos sobre um possível conflito de interesses envolvendo Marcos Lamacchia, seu enteado, que participa do processo de aquisição da SAF do Vasco.
Caso a sindicância seja instaurada, a conduta de Leila poderá ser analisada com base nas regras internas do Palmeiras. O Estatuto Social prevê penalidades como advertência, repreensão e suspensão de direitos associativos, dependendo da infração identificada.
A suspensão pode chegar a 12 meses, conforme o regulamento do clube. Isso não significa que a presidente receberá essa punição. Qualquer medida dependerá da apuração dos fatos, do enquadramento estatutário e do direito de defesa.
O pedido da oposição ganhou força após o Conselho Deliberativo aprovar a suspensão de José Corona Neto por nove meses. O conselheiro foi punido por declarações feitas contra Leila durante uma reunião em dezembro de 2025.
A decisão recebeu 121 votos favoráveis, 42 contrários e 33 abstenções. Na ocasião, Corona criticou a gestão da presidente e afirmou que quem não entende de futebol deveria ficar em casa.
A oposição utiliza o episódio para cobrar tratamento igualitário na análise de possíveis ofensas cometidas dentro do clube.
Segundo o portal Nosso Palestra, o pedido contra Leila ainda precisa ser formalizado. Também será necessário aguardar a transcrição da reunião para avaliar os próximos passos.