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O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, protagonizou uma nova polêmica envolvendo o Cuiabá após criticar um dirigente durante entrevista ao canal De Olho no Peixe. Questionado sobre a imagem do clube santista no mercado, especialmente pelas cobranças relacionadas a dívidas, o mandatário classificou o presidente de outra equipe como desqualificado e irresponsável. Horas depois, o Cuiabá respondeu oficialmente, reacendendo a disputa pela dívida referente à contratação do zagueiro Joaquim.
Embora Marcelo Teixeira não tenha mencionado nomes, a declaração foi associada a Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá. O clube mato-grossense havia divulgado recentemente uma cobrança pública contra o Santos, envolvendo valores que, segundo a equipe, continuam pendentes desde a negociação realizada em 2023.
Durante a entrevista, o presidente santista demonstrou insatisfação com as críticas feitas à situação financeira do Peixe e questionou a postura do dirigente envolvido.
“Eu respeito….o único que disse que o Santos…é um desqualificado. Um presidente irresponsável, que faz um depoimento como esse, com um clube co-irmão. Por isso talvez estejam onde estão. Com todo respeito a tradição de um clube como esse”, afirmou.
A reação do Cuiabá aconteceu poucas horas depois da divulgação do trecho da entrevista. Em publicação nas redes sociais, o clube lamentou as declarações e utilizou uma imagem com a bandeira da equipe acompanhada da frase:
“Adjetivos não quitam dívidas”.
A resposta ampliou o desgaste entre as diretorias, que já haviam trocado manifestações públicas sobre a pendência financeira no final de setembro.
A discussão envolve uma cobrança de R$ 18.616.377,46, valor determinado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) em decisão relacionada à transferência de Joaquim para o Santos, em 2023.
Na época, a negociação foi realizada durante a gestão de Andres Rueda. Segundo o Cuiabá, parte do pagamento pela contratação não foi efetuada e também houve pendências referentes aos valores de uma transferência posterior do defensor.
O clube mato-grossense afirma que a última parcela do acordo original venceu em janeiro de 2025. Posteriormente, teria aceitado uma renegociação em cinco parcelas, com redução de parte do montante cobrado, mas sustenta que o Santos quitou apenas a primeira.
Diante da situação, o Cuiabá acionou a CNRD, que determinou o pagamento após a tramitação do processo. O Santos, por sua vez, contesta os valores apresentados e ainda pode recorrer da decisão no âmbito esportivo.
Enquanto a divergência financeira permanece sem solução definitiva, as declarações públicas dos presidentes aumentam a tensão entre os clubes.