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Andreas Pereira foi expulso após chutar uma bola na outra, mas jogo deveria ter sido paralisado?

Meia do Palmeiras acabou recebendo o segundo amarelo ao atrapalhar jogador do Athletico-PR

Andreas Pereira foi expulso após chutar uma bola na outra, mas jogo deveria ter sido paralisado?

Meia do Palmeiras acabou recebendo o segundo amarelo ao atrapalhar jogador do Athletico-PR. Crédito: Paulo Caravina

Andreas Pereira foi expulso após chutar uma segunda bola contra a bola que estava em jogo, durante a partida entre Palmeiras e Athletico-PR. O jogador recebeu o segundo cartão amarelo e, por consequência, o vermelho. Mas a partida deveria ser paralisada com duas bolas em campo? Qual deveria ser a decisão da arbitragem nesse lance?

O lance começou quando um defensor do Palmeiras chutou a bola para a arquibancada. Um torcedor do Athletico devolveu a bola ao campo, e ela parou no meio-campo. O árbitro permitiu que a partida continuasse. Ao se aproximar das duas bolas, Andreas chutou a que havia sido devolvida pela torcida contra a bola que estava em jogo, próxima de um adversário. O árbitro marcou a falta e aplicou o segundo cartão amarelo ao meio-campista, que acabou expulso.

A decisão encontra respaldo na Regra 12 do futebol, que prevê tiro livre direto quando um jogador chuta ou arremessa um objeto — inclusive outra bola — contra um adversário ou contra a bola em jogo. A presença de uma segunda bola no gramado, por si só, não exige a paralisação da partida. Isso só deve ocorrer se houver interferência no jogo.

Andreas Pereira foi expulso em Athletico x Palmeiras. Foto: Reprodução/Prime Video

Embora a regra não determine expressamente um cartão amarelo para essa ação, a interpretação adotada considera o gesto uma conduta antidesportiva, passível de advertência. Como Andreas já havia recebido um cartão amarelo, a segunda advertência resultou em sua expulsão.

Não é a primeira vez que um lance desse tipo ganha destaque no futebol brasileiro. Em 2024, um pênalti foi marcado a favor do Flamengo contra o Criciúma após uma situação semelhante.

Curiosamente, Maguielson, árbitro que atuou como quarto árbitro na partida entre Athletico-PR e Palmeiras, também estava envolvido naquela partida. Na avaliação apresentada, tanto a penalidade de 2024 quanto a falta e a expulsão de Andreas foram decisões corretas.

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