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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta segunda-feira (26), a análise do VAR da expulsão de Neymar na partida entre Santos e Bahia, disputada no último sábado (24), na Vila Belmiro, em Santos, pela Série A. O motivo foi a aplicação da “Lei Vini Jr.”.
Na ocasião, o camisa 10 do Peixe tapou a boca enquanto discutia com Rodrigo Nestor, meio-campista do Bahia. O camisa 11 do Tricolor Baiano acionou o árbitro da partida, Sávio Pereira Sampaio, do Distrito Federal, que consultou o VAR e aplicou o cartão vermelho a Neymar.
Durante a análise, o responsável pelo VAR na partida, Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, destacou: “Sávio, o Neymar coloca a mão na boca. Ofensa, não sei se houve, porque ele coloca a mão na boca”.
O árbitro Sávio Pereira Sampaio, por sua vez, ao analisar a imagem na cabine, confirmou a irregularidade. Ele afirmou: “Ok. Tapou a boca e foi confrontar o adversário. Ok. Decisão: cartão vermelho”.
Além do diálogo do VAR, a CBF também divulgou a avaliação da Comissão de Arbitragem sobre o lance. Em trecho publicado no site da entidade, a comissão considerou “correta a decisão do VAR em recomendar uma revisão de um possível cartão vermelho, em função do jogador da equipe mandante tapar a boca em ação provocativa ao adversário”.
A “Lei Vini Jr.” visa coibir atos racistas entre jogadores. A regra, aprovada pela IFAB em abril, prevê a expulsão de qualquer jogador que cubra a boca durante um embate ou discussão com um adversário. A proposta teve origem após o caso de racismo que envolveu Gianluca Prestiani e o atacante brasileiro pela Champions League.
A diretriz também altera as medidas sobre expulsão de jogadores que deixam o gramado em protesto à decisão de um árbitro. Agora, o responsável pela partida poderá expulsar qualquer atleta que abandone o campo de jogo. Se toda a equipe abandonar a partida, em princípio, ela será derrotada por W.O.