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São Paulo, Brasil
Eram 31 minutos do primeiro tempo.
Neymar jogou a bola violentamente em Rodrigo Nestor.
Sávio Pereira Sampaio resolveu contemporizar e só deu amarelo ao capitão do Santos.
A irritação já valeu o terceiro cartão e o ídolo midiático, de 34 anos, ficou suspenso, não enfrentaria o Palmeiras na quarta-feira.
Na volta do intervalo, Neymar sofreria a mais tola expulsão de sua carreira.
Ainda irritado com Rodrigo Nestor, foi discutir com o meio-campista do Bahia. O rival avisou que não queria conversa.
Foi quando Neymar colocou a mão sobre a boca e falou algo.
Rodrigo Nestor avisou Sávio Pereira Sampaio. O juiz foi até o VAR e reviu a cena.
A ‘Lei Vinicius Júnior’ entrou em ação e cartão vermelho a Neymar. E também não enfrentará o Bragantino.
Irritadíssimo, ele partiu para cima de Rodrigo Nestor. Foi seguro por companheiros de time, para não piorar ainda mais sua situação disciplinar.
Depois, Neymar mostrou seu assustador desconhecimento das regras do jogo. Atleta que esconde a boca para falar qualquer coisa a um adversário tem de ser expulso.
Não importa se é um xingamento racista, a declamação de uma poesia ou uma declaração de amor. Escondeu a boca para falar, a Fifa exige expulsão.
Suas declarações, após prejudicar o Santos, obrigar seus companheiros a atuarem com um atleta a menos, se desgastando muito mais que o normal, mostraram o quanto não entende a legislação. E na quarta-feira, o adversário será o Palmeiras.
“Vou pra casa agora, estou de cabeça limpa, obviamente chateado, porque eu fiz m..., dei oportunidade de um idiota aparecer, mas está tudo certo. Valeu, Nestor.
“Eu vou dormir de cabeça tranquila, e você com sua safadeza não vai não. Essa lei é pro racismo, não é pra você usar a seu favor não.”
E foi além.
“O que o Nestor fez comigo hoje é muito sério. Essa é uma lei criada contra o racismo e ele quis se beneficiar no jogo por eu botar a mão na boca, não falei nada para ele. Obviamente, a gente estava se xingando, trocando farpas, e está tudo certo, é do futebol. Só que o ele fez é muito sério.
“Porque eu estava no meio de campo brincando, discutindo, eu estava brincando com os dois zagueiros, ele fez isso para se beneficiar no jogo. Se é uma lei para o racismo, como ele pode fazer essa coisa? É surreal, estou triste com o que aconteceu. Ele foi muito safado, de verdade.”
Cuca, Marcelo Mattos ou Marcelo Teixeira.
Alguém precisa ensinar a regra para Neymar.