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No Dínamo de Moscou, Bitello não escondeu o desejo em voltar ao futebol brasileiro e buscar uma vaga na Seleção de Carlo Ancelotti. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o meia de 26 anos relembrou a negociação frustrada com o Botafogo e comentou sobre sua fase na Rússia.
Em sua quarta temporada no Dínamo de Moscou, Bitello diz se sentir em casa ao contar sobre sua adaptação no futebol russo. Além das questões sociais, o atleta também se sente mais completo futebolisticamente devido as diferenças de estilos entre o que tinha no Brasil e o que encontrou na Europa, como um jogo mais físico, mais veloz e de mais transições.
Revelado como um camisa oito com muita presença de área, Bitello viveu novas experiências na Rússia. Nos anos de Dínamo Moscou, o meia revelou ter feito diferentes funções em campo e demonstrou polivalência nos setores de ataque. E esses fatores são considerados trunfos para ser observado e testado por Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira.
- Quando cheguei aqui, o treinador me utilizava mais como ponta esquerda. Ele foi embora. Chegou outro e me utilizou mais como um camisa 10. E hoje tem um novo treinador que joga mais diferente. Sou um oito, mas quase um dez, porque ele não joga com 10 fixo. Ajudo a equipe diretamente com gols, assistências, mas o importante é a vitória. Estou fazendo um bom trabalho no Dínamo e hoje gosto mais de jogar como um 10. É onde consigo desempenhar o melhor futebol.
No entanto, Bitello admitiu o desejo de voltar ao Brasil por conta da visibilidade, uma vez que os clubes russos fazem poucos jogos devido a proibição de disputar competições europeias desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. O meia acredita que voltar ao seu país natal também o aproximaria da Seleção Brasileira.
- Venho conversando com meu empresário. Desejo voltar, estar atuando em outro grande clube pra fazer bons jogos e chegar na Seleção. A Seleção está testando novas peças. Se não fosse essa questão da guerra, tem muitos clubes de qualidade que poderiam estar numa Champions aqui. Mas a questão de jogar no Brasil é aparecer mais, jogar mais jogos para chegar na Seleção. Quero voltar pro Brasil, mas não tenho preferência. E essas especulações surgem, pois estou fazendo um bom trabalho aqui há quatro temporadas. Fico feliz com as especulações, mas tenho minha cabeça aqui e se for pra sair pra outro clube, que seja o melhor possível.
Em 2025, Bitello chegou a negociar com o Botafogo e esteve muito próximo de um retorno ao futebol brasileiro. O atleta comentou sobre a frustração da transferência não ter se concretizado, mas se mostrou focado em fazer um bom trabalho no Dínamo de Moscou em busca de novas oportunidades em um futuro próximo.
- Era o timing correto. Estava vivendo um bom momento aqui, com bons jogos. Dei o sinal positivo quando meu empresário falou sobre o Botafogo, é uma grande equipe. Mas aconteceram muitas coisas... Era pra ficar aqui, desempenhei bons jogos, mas era uma vontade voltar para o Brasil.
Além do futebol, Bitello é um fã de videogame, personagens de anime e NBA, tendo Stephen Curry como referência. E falando em modelo, o brasileiro revelou sua maior inspiração no futebol desde o início de sua carreira.
- No futebol, um cara que me inspirou desde que surgi no Grêmio foi o Thiago Alcântara. Muita qualidade técnica, entendimento de jogo. Só de ver, aprendi bastante. Vendo vídeos... É um cara que tenho muita admiração. Quando comecei a jogar de oito no Grêmio, comecei a assistir os jogos dele, como tocava na bola, driblava o adversário e consegui pegar algumas dicas olhando nos vídeos, o que me ajudou bastante.
Na atual temporada, Bitello soma três assistências e segue sendo um dos principais nomes do Dínamo de Moscou. Líder da Premier League Russa, o brasileiro encara o vice-líder CSKA Moscou, no domingo (18), em confronto direto pela 1ª colocação.
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