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Disputa aberta pela vitória e recuperação de Bortoleto: o que esperar do GP
Kimi Antonelli comemora a pole position do GP dos EUA Imagem: Mercedes/Divulgação

As simulações de corrida mostraram um dos cenários mais apertados em termos de performance entre as quatro melhores equipes da F1, e a Mercedes era a "pior" delas. A margem? Pouco mais de um décimo de segundo.

Foi uma desvantagem, contudo, que Kimi Antonelli reverteu na classificação para o GP dos Estados Unidos, ao ser quem menos errou em uma disputa pela pole complicada pela mudança de vento nos minutos finais. Com isso, ele ganha a chance de ter pista livre e cuidar se seus pneus, no que a Pirelli indica que será uma corrida com uma parada, mas com desgaste a ser administrado.

Mas essa é uma vantagem que pode desaparecer rapidamente, na corrida com largada às 17h deste domingo (25), pelo horário de Brasília.

Os três desafios de Antonelli

Primeiro, por conta da largada. A primeira curva em Austin costuma ser movimentada, e Antonelli tem motivos para ser mais cauteloso. Afinal, mesmo que dependa de uma combinação de resultados não muito favorável, o italiano de 20 anos tem sua primeira chance de selar a conquista do título neste fim de semana. Para isso, sua única opção é vencer.

Segundo, por conta da estratégia. Antonelli tem ao seu lado na primeira fila Max Verstappen. E o companheiro do holandês, Isack Hadjar, larga em terceiro. A Red Bull pode tentar adotar estratégias diferentes, o que só funcionaria se eles conseguissem se manter perto de Antonelli. Hadjar poderia parar mais cedo, Verstappen poderia adiar mais a parada, e o italiano teria que escolher quem marcar, potencialmente perdendo posição de pista para o outro.

Terceiro, os limites de pista. O maior drama de Antonelli nesta temporada também é um drama muito presente na pista de Austin. Inclusive, depois da pole, o piloto de 20 anos disse que "um dos grandes feitos do dia tinha foi não ter tido volta deletada por limites de pista", ou seja, por sair com os quatro pneus da linha branca.

Sempre pilotando no limite, ele costuma ficar pendurado nas provas, lembrando que é permitido sair da pista (sem justificativa) por três vezes antes de levar punição.

Título é improvável

E há a questão do título. Antonelli disse que vai "tentar ganhar e ver o que acontecer". O que precisa acontecer para ele ser campeão e Austin é a seguinte combinação: Lewis Hamilton, que larga em quinto, precisa chegar onde largou ou pior, e George Russell não pode passar de nono.

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Hamilton tem sido um pouco mais lento que o companheiro Charles Leclerc, que larga em quarto. Por outro lado, Hadjar teve muitos problemas com desgaste de pneus nos treinos livres, fez mudanças no carro para tentar melhorar isso, e a prova se isso deu certo nós só teremos na corrida.

A parte mais difícil de acontecer é o nono lugar de George Russell, em condições normais. Ele não vem tendo um bom fim de semana e se classificou só em sexto, mas existe um abismo entre o desempenho de Mercedes, Red Bull, Ferrari e McLaren e quem vem atrás.

O que Bortoleto pode fazer largado em último?

Gabriel Bortoleto tem tido um bom desempenho neste fim de semana e a Audi saiu da classificação desapontada por Nico Hulkenberg não ter passado do 12º lugar mesmo com um vácuo do brasileiro, que paga punição pela troca do motor.

Sabendo disso, só disputou mesmo o Q1, o foi sétimo. No Q2, se dedicou a ajudar o companheiro.

Então quer dizer que Bortoleto pode lutar por pontos mesmo largando em último por conta da punição? Com uma boa largada para a Audi neste ano significando não perder nenhuma posição, e a deficiência na velocidade de reta, ele reconhece que será preciso algum milagre para superar 12 carros e chegar na zona de pontuação.

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A gente sabe que tem um déficit de motor, então, mesmo dando para ultrapassar, a gente precisa de uma grande vantagem de pneu nas curvas para poder chegar perto e tentar ultrapassar. Não é que a gente tem um míssil e eu consigo passar na reta. Para passar, vai ser bem no final, tendo tido uma saída muito boa da curva anterior. Ganhar 12 posições não vai ser simples, mas, se tem algo que aprendi na F1, é que nada é impossível. Se acontecer algum milagre na corrida, a gente vai estar lá.
Gabriel Bortoleto, da Audi

Contra Bortoleto pesa o histórico de 'milagres' no Circuito das Américas, como Safety Cars, por exemplo. Por ter uma área de escape ampla, a pista tem probabilidade baixa de interrupções (30% para SC e 43% para VSC). Por outro lado, todas as 17 corridas até aqui na temporada tiveram algum tipo de neutralização.

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