Voltar
O presidente dos Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico Pereira, conhecido como Alê, anunciou uma resposta à nota divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Essa manifestação da CBF ocorreu após uma publicação nas redes sociais do dirigente, onde ele mencionou ter recebido informações sobre os locais de hospedagem dos árbitros.
A CBF, em sua posição, solicitou a abertura de um Procedimento Investigatório Criminal ou inquérito policial e pediu reforço na segurança da arbitragem nos próximos jogos do Corinthians. A entidade também demandou a adoção de medidas legais contra a torcida organizada e seus dirigentes.
Em contrapartida, Alê esclareceu que sua publicação refletia sua opinião pessoal como torcedor do Corinthians, não representando uma posição oficial dos Gaviões da Fiel. Ele apontou que as críticas à arbitragem resultam de uma insatisfação acumulada, especialmente evidenciada nas 31 rodadas do Campeonato Brasileiro em que, segundo os torcedores, o clube não recebeu um único pênalti a seu favor contra o Vitória.
O presidente dos Gaviões negou qualquer intenção de ameaça em suas palavras. Segundo ele, a expressão “o juiz roubou” é um desabafo comum entre adeptos do futebol, e não deve ser interpretada como uma acusação de crime. Ele justificou que mencionou as mensagens de torcedores insatisfeitos apenas para evidenciar o clima de descontentamento.
Alê também comentou sobre a saída da equipe de arbitragem do estádio, que ocorreu sem incidentes. “A arbitragem saiu do estádio tranquilamente e ninguém foi atrás de ninguém”, reafirmou o dirigente, enfatizando que sua manifestação não contribuía para nenhum tipo de incitação à violência.
O presidente dos Gaviões da Fiel finalizou sua declaração reiterando que continuará a exigir uma arbitragem justa e transparente, afirmando que espera que os resultados das partidas sejam decididos em campo, sem interferência externa. Ele se mostrou preocupado com a visão de injustiça que se acumula entre os torcedores do Corinthians, citando episódios recentes que alimentam esse sentimento.
Para muitos torcedores, a sensação de injustiça é alimentada por decisões que parecem favorecer o adversário. Alê exemplificou que, em um jogo recente, a equipe quase foi punida por uma falta cometida contra ela antes de um pênalti ser concedido, mostrando como a torcida se sente desapontada com certos julgamentos em campo.
“Vou continuar cobrando, com a voz que todo torcedor tem, uma arbitragem justa e transparente. É só isso que a gente quer: que o jogo seja decidido dentro de campo”, concluiu Alê, fazendo um apelo pela melhoria nas condições de arbitragem e pela escuta das vozes dos torcedores.