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Rubens Barrichello segue em atividade no automobilismo, correndo na Stock CarDivulgação / ALE Combustíveis
Publicado 20/10/2026 13:26
Rubens Barrichello, de 54 anos, voltará a entrar em um carro de Fórmula 1, quinze anos depois de disputar sua última corrida na categoria. O piloto, um dos seis brasileiros a vencer uma prova, anunciou que guiará novamente a Williams FW33, de 2011, durante a programação do GP de São Paulo de 2026.
A ação representa uma 'volta de despedida' para Barrichello, um desejo antigo que ele tinha e que tentou concretizar nos últimos anos. A previsão é que aconteça no domingo, antes da prova principal.
"É um desejo muito pessoal meu. Não foi fácil, foi uma luta de muitos anos. Eu tenho essa vontade porque minha carreira foi tão bonita, com tanta coisa legal que nada mais justo do que ter uma última volta", disse o piloto, durante evento nesta terça-feira (20) dos Postos ALE, seu patrocinador que ajudou na homenagem.
O carro escolhido foi justamente o último que Barrichello pilotou na Fórmula 1, em 2011. O piloto, que atualmente dorre na Stock Car pela Full Time, demonstrou emoção ao revelar que reencontrará o mesmo monoposto, equipado com o motor Cosworth CA2010 2.4 V8.
"Eu fiz uma brincadeira no meio do ano para ver o que as pessoas pensavam... mas acho que nada mais justo do que ser o próprio carro (da última temporada). Será um momento maravilhoso", disse.
Rubinho ainda avisou que não pretende fazer apenas uma volta lenta, como costumam ser esses tipos de demonstrações antes da corrida: "Nada de apresentação, eu vou mandar o pau (risos)".
A longa passagem de Rubinho pela categoria começou em 1993, quando estreou pela Jordan e durou 19 temporadas. Até pouco tempo, o brasileiro era o recordista de mais GPs disputados, com 323. Até sua despedida na Williams, em 2011, foram 11 vitórias, 14 pole positions e 68 pódios.
Antes de chegar à escuderia britânica, Barrichello correu por Stewart, Ferrari e Honda/BrawnGP. Na equipe italiana, onde permaneceu entre 2000 e 2005, conquistou cinco títulos de construtores ao lado de Michael Schumacher e foi vice-campeão do Mundial de Pilotos em 2002 e 2004.
Em 2006, mudou-se para a Honda, estrutura que posteriormente deu origem à BrawnGP, campeã da temporada de 2009, quando ele perdeu a disputa pelo título para o companheiro, Jenson Button.
A saída da Fórmula 1 não aconteceu como o brasileiro pretendia. Barrichello tinha o objetivo de continuar no grid em 2012, mas não conseguiu uma vaga para a temporada seguinte.