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Cruzeiro e Atlético fizeram o primeiro jogo da final do estadual sub 20 e as imagens são tristes. Adolescentes imitando os profissionais no que eles têm de pior: a violência, a macheza, a ideia doentia do que é ser homem.
Assim como fizeram os times principais desses times em final recente, os jovens decidiram sair na porrada. Oito foram expulsos, o jogo ficou parado por quase vinte minutos e quem esperava ver futebol viu apenas garotos protagonizando o pior da masculinidade.
Crianças tendem a imitar o que fazem seus ídolos. Quando profissionais se comportam da pior forma possível, o recado que eles passam aos jovens é esse: vocês também podem agir assim.
A ideia de que ser homem é não levar desaforo para casa, é revidar, é exercer violências tem destruído o planeta. É o que mata mulheres, o que queima florestas, o que machuca crianças. Homens cometem 95% das violências praticadas no mundo. Noventa e cinco. Esse número isoladamente indica que temos um problema com a masculinidade.
O futebol dos homens está doente porque a masculinidade adoeceu. Seria preciso ter coragem de admitir e, a partir do diagnóstico, recuperar a ideia do que é ser uma pessoa decente que se preocupa com o bem estar dos demais. O futebol não causa violências; ele apenas revela o que está na sociedade.