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Mais de uma hora depois do fim de jogo no Castelão, que decretou mais um empate frustrante oriundo de polêmicas de arbitragem, o técnico do Juventude, Maurício Barbieri, apareceu para conceder sua entrevista coletiva.
E o treinador fez questão de iniciar enaltecendo o trabalho que o elenco vem realizando e que coloca o Ju, momentaneamente, na segunda colocação da tabela da Série B.
— Primeiramente, todos nós do clube estamos orgulhosos pelo que os jogadores vêm fazendo. Se olharmos o Campeonato Brasileiro da Série A, os dois clubes de maior orçamento, Flamengo em Palmeiras, estão na frente. O Juventude não tem o melhor orçamento da Série B e já deveria ter 70 pontos. Mostra o tamanho da grandeza do que estamos conseguindo fazer e o quanto nós estamos sendo prejudicados — avaliou Barbieri.
O técnico do Alviverde deixou de lado as questões de bola rolando e indagou a CBF sobre o porquê de um jogo sem acidentes maiores na etapa final ter um acréscimo de 11 minutos.
— Em função do que aconteceu, não tem sentido faltar de tática e técnica hoje (sábado). Peço encarecidamente que alguém da CBF me responda, por favor, qual é o critério pra darem 11 minutos de acréscimo? Lembrando que no segundo tempo não houve parada para hidratação, o Ceará fez apenas duas paradas para fazer trocas, nós três. A própria CBF alterou as orientações (para tornar o tempo de bola rolando maior). Se isso tudo foi respeitado, qual a justificativa? — indagou, antes de emendar:
— No primeiro gol do Ceará, houve falta no Raí Silva. No segundo gol, antes do pênalti, o Saulo Mineiro atinge a perna do Gabriel Pinheiro com a sola, e por que não dar a falta e deixar seguir? E no lance do pênalti, o Sam está próximo do lance e gira o corpo, sem tempo de reagir. E a imagem é inconclusiva. Uma sequência de erros absurda.