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Qual é a diferença do Palmeiras derrotado pelo Flamengo na final da Libertadores de 2025 para o time alviverde em vantagem contra o Fluminense nas semifinais depois da vitória por 2 x 1 no Maracanã? O resultado! O comportamento foi semelhante. Se houvesse mais qualidade no lado tricolor, o discurso da torcida e da crítica certamente seria aquele da partida no Estádio Monumental de Lima em novembro do ano passado: o inconformismo com a covardia.
O Palmeiras não renunciou ao sistema 5-4-1 durante o jogo inteiro no Maracanã. Parecia até aqueles times de totó ou pebolim na movimentação tática. Em vez de usar a qualidade e o banco para superar o Fluminense, Abel Ferreira preferiu um bloco baixo à espera do contra-ataque para acelerar a transição na tentativa de colocar a letalidade em prática. Não aconteceu no duelo com o Flamengo na final da Libertadores. Contra o Fluminense, sim.
Acho lamentável o Palmeiras ter 30% da posse de bola em uma semifinal da Libertadores. Repito: a torcida comemora a vitória porque, obviamente, deu certo. Se o Fluminense tivesse um pouquinho mais de repertório e qualidade no ataque, transformaria os 70% de controle do jogo em vitória na primeira partida. Mesmo assim, saiu vivo do Maracanã rumo à volta no Nubank Parque.
Flaco López entrega mais uma temporada espetacular: 23 gols e 9 assistências. A finalização do argentino no lance do gol é cirúrgica. O goleiro Fábio quase evitou. Deu azar de a bola bater nele e entrar. A falha no lance é dos laterais. Guga falha na escapada de Piquerez no lado esquerdo. Guilherme Arana não acompanha Flaco López e o centroavante invade a área com liberdade. Foi o primeiro — e único — ataque. Isso aos 45 minutos do primeiro tempo. Não é razoável.
O segundo gol do Palmeiras sai no momento da partida em que o Fluminense rondada a área e expunha a dificuldade de finalizar. Circulava a bola de um lado para o outro sem ser efetivo. Felipe Anderson serviu Marlon Freitas e o volante veio de trás para balançar a rede.
Bastou ir à linha de fundo
Um dos problemas do Fluminense era a falta de profundidade do lado direito. Comentei no WhatsApp com o colega tricolor Ádamo Araújo durante o segundo tempo que Guga recebia a bola na perna direita e insistia em puxá-la para a direita em busca do centro. Vício repetido várias vezes.
Na única vez em que chegou à linha de fundo, Guga colocou a bola na cabeça de Wesley Natã. Bem-posicionado, menino de Xerém usou a altura de 1,74m para superar a defesa alviverde e dar um fio de esperança ao Fluminense na partida de volta. Tive a impressão de que o goleiro Carlos Miguel falhou no lance. A convicção na saída inibe o salto do zagueiro Gustavo Gómez.
Assim como na final contra o Flamengo, o Palmeiras escolheu proteger a área, mas essa estratégia atrai “coisa ruim”. Para sorte de Abel Ferreira, o vacilo aconteceu no fim da partida. Quando a vitória vem, o plano foi pragmático, perfeito, copeiro. Se o Fluminense tivesse efetividade, as críticas seriam de que o Palmeiras foi covarde. A linha tênue do futebol.