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Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx
A dívida milionária contraída pelo Corinthians junto à Caixa, para a construção do estádio próprio que serviu de palco para a abertura da Copa do Mundo de 2014, pode estar em vias de ser equacionada. O passivo é estimado em mais de R$ 640 milhões.
Nesta sexta-feira (16), dirigentes do clube, acompanhados de membros da diretoria da organizada Gaviões da Fiel (que, no ano passado, organizou uma arrecadação on-line para contribuir com a quitação), estiveram em Brasília (DF) para uma reunião com o comando do banco estatal, que tinha como pauta a questão da Neo Química Arena.
A informação, divulgada originalmente no X pelo jornalista Marco Bello Jr., foi confirmada pela Máquina do Esporte.
De acordo com o profissional, Corinthians e Caixa assinariam um Acordo de Confidencialidade para avançarem na negociação da quitação.
Já segundo informações da ESPN, as discussões entre banco e clube devem se estender por mais duas ou três semanas, devendo ter um desfecho logo após o segundo turno da eleição presidencial, que ocorrerá no próximo dia 25 de outubro.
Entre as possibilidades cogitadas para viabilizar a quitação da dívida estaria a Caixa assumir os naming rights do estádio, no lugar da marca de medicamentos da Hypera Pharma, pelos próximos dez anos, que cobriria o total da dívida (o valor anual seria de R$ 70 milhões).
Como contrapartida, o estádio corintiano passaria a abrigar uma agência da instituição financeira, para atender aos moradores da Zona Leste de São Paulo.
Toda a movimentação financeira institucional do clube seria transferida para a Caixa, incluindo salários de funcionários, atletas e comissão técnica, sem contar o programa Fiel Torcedor.
Em meio a essas discussões, a Caixa tomou medidas que ajudaram a aliviar os cofres do Timão, incluindo a devolução de R$ 27 milhões que eram mantidos em uma conta em separado, como garantia contra possíveis calotes.
O banco também suspendeu a cobrança da parcela de agosto, de R$ 28 milhões, além de dar fim ao bloqueio automático de R$ 2 milhões da bilheteria dos jogos realizados na Neo Química Arena, o que deve propiciar R$ 8 milhões para o Corinthians nas próximas quatro partidas que fará como mandante na Série A do Brasileirão.
Vale lembrar que o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, apura um possível erro na cobrança de uma multa de 10% aplicada pela Caixa ao Corinthians em 2019, referente ao atraso em parcelas do financiamento da arena.
A multa teria sido calculada sobre o saldo devedor total do estádio, acarretando numa cobrança adicional de R$ 48,7 milhões.
Um laudo pericial indica, porém, que a punição deveria incidir apenas sobre as parcelas que estavam em atraso, o que que reduziria o valor para cerca de R$ 3,8 milhões.
Considerando-se juros e correção monetária, a diferença entre a dívida real e aquela que está sendo cobrada a mais do clube estaria entre R$ 200 milhões e R$ 255 milhões.
As negociações entre Caixa e Corinthians para quitação do financiamento correm em sigilo, portanto ainda não está claro se a questão da multa de 2019 foi debatida pelas partes.
Como as tratativas entre clube e banco ocorrem no âmbito privado, caberia ao Corinthians decidir se acionará a Justiça para reaver valores pagos a mais ou se aceita as condições de quitação oferecidas pela instituição financeira.