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Resumo
Na estreia de Clarence Seedorf como técnico, o Corinthians perdeu por 3 a 2 para o Vasco em São Januário, complicando a briga contra o rebaixamento. Apesar da derrota, o comandante elogiou a garra e o poder de reação da equipe no segundo tempo, justificou alterações pelo cansaço físico dos atletas e manteve a confiança na recuperação. Afirmando que "não acabou aqui", Seedorf destacou a postura do elenco e já mira a reabilitação no próximo confronto, em casa, diante do Mirassol.
O técnico Clarence Seedorf, enfim, estreou no comando do Corinthians. E, após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, neste sábado (24/10), o comandante falou sobre a briga contra o rebaixamento e o moral de sua equipe.
Para ele, afinal, o time demonstrou muita garra ao reagir na segunda etapa, quando conseguiu a virada para 2 a 1. Segundo Seedorf, o mantra do Corinthians após o apito final foi de que nada está acabado.
"O segundo tempo o time mostrou uma reação muito forte, capacidade de reagir depois de um primeiro tempo que eu acho que a gente poderia ter feito um pouco mais de pressão, como a gente preparou. Faltava um pouco de pressão para ter o controle do meio-campo. Mas a gente pode obviamente não colocar em discussão a entrega do time. Do primeiro minuto ao último minuto, virar o jogo contra o Vasco, ferido também, com qualidade, jogadores de qualidade. No momento que a gente faz o 2 a 1, tivemos várias oportunidades de marcar o terceiro", analisou o comandante.
Agora, a equipe enfrentará o Mirassol pela 33ª rodada do Brasileirão, diante de sua torcida. Seedorf voltou a falar que ainda há chances e também disse que há o que tirar de positivo após a derrota no Rio de Janeiro.
"Então porque os jogadores ficaram tristes no final? Porque é normal! Você trabalha tanto e é sempre mais difícil neste momento virar tudo para algo positivo, como é na vida. Precisamos continuar acreditando. Não acabou aqui. Com essa entrega que a gente viu no segundo tempo, mentalmente este time está triste, com raiva, pois não consegue ainda levar para casa os resultados. Eu acho que eles merecem. O Corinthians mostrou querer, acreditar. Depois a gente entrou no vestiário: "não acabou aqui". Conhecemos nossa força. Agora vamos jogar em casa e já estamos pensando no próximo jogo, infelizmente não conseguimos o resultado, mas faz parte do caminho", afirmou, referindo-se ao duelo contra o Mirassol, na Neo Química Arena, no dia 30.
Por fim, o comandante explicou algumas de suas substituições na partida. Yuri Alberto, que dava trabalho para a zaga vascaína, deixou o campo aos 31′ do segundo tempo. Segundo Seedorf, o atacante estava "morto" fisicamente.
"O Yuri (Alberto) estava morto, precisavamos de energia. Não queremos que ele machuque. O (Matheus) Bidu também pediu para sair. Era obrigação de mexer. No momento em que o tempo está passando, o Vasco botou quatro jogadores lá na frente. Para ajudar a defesa, optamos por colocar três no meio de campo. É mais uma reação", disse Seedorf.