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Na semana do jogo mais importante do Fluminense na temporada, um alerta foi ligado na equipe após os últimos resultados. O time de Marcão, que se prepara para enfrentar o Palmeiras na próxima quarta-feira (21) pelo jogo de volta da semifinal da Libertadores, sofreu três derrotas nas últimas três partidas, e alguns problemas se repetiram, como a transição defensiva e a má compactação das linhas.
Nos tropeços contra o Flamengo e Santos pelo Brasileirão e no jogo de ida contra o Palmeiras, a recomposição foi um aspecto que pouco funcionou e, além disso, acabou punindo o Tricolor, mesmo jogando no Maracanã.
Não somente, mas especialmente na segunda etapa contra o Peixe, após sofrer a virada no placar, a dificuldade do time de propor o jogo em busca do resultado sem sofrer com os contra-ataques e bolas nas costas da defesa foi sensível. Na coletiva, Marcão disse ter notado a questão e feito pedido para os seus analistas.
Na partida do último domingo (18) contra o Santos, a fragilidade na transição defensiva do Fluminense foi aumentando com o passar dos minutos, especialmente na segunda etapa. O Peixe, que não havia criado grandes oportunidades na metade inicial, passou a construir jogadas com facilidade e a penetrar de maneira efetiva na zaga tricolor.
O gol de empate, marcado por Gabigol, surgiu de uma jogada rápida de Barreal e Cebolinha pela esquerda, passando pela intermediária com Neymar e, após assistência de Rodinei, concluída com a finalização do camisa 9. A jogada evidenciou saltos de linha mal executados e a descompactação entre os setores do time carioca.
Cinco minutos depois, Gabigol carregou a bola para o meio e atraiu a marcação de três jogadores do Fluminense. Com facilidade, encontrou Neymar e, após cruzamento de Bontempo, Coutinho virou o placar em mais um momento de desorganização defensiva dos donos da casa. A partir daquele instante, diversas oportunidades do adversário continuaram sendo construídas com base no desajuste e na dificuldade de recomposição do time de Marcão.
Na partida de ida da semifinal da Libertadores, a questão defensiva apareceu de maneira cruel para o torcedor presente no Maracanã. O Fluminense empurrou o Palmeiras para trás e teve a posse de bola durante todo o primeiro tempo, porém de maneira ineficaz, pois viu Flaco López abrir o placar na primeira grande chance do Alviverde.
O time de Abel Ferreira precisou de apenas poucos toques e de uma ultrapassagem de Piquerez para furar a zaga, deixando o argentino em plenas condições para balançar as redes do time de Marcão. No segundo gol, marcado por Marlon Freitas, a equipe tricolor priorizou a bola e se equivocou na hora de proteger a meta, deixando o volante sozinho dentro da área para finalizar, em mais um caso evidente de má comunicação entre as linhas.
Questionado na coletiva após a partida entre Fluminense e Santos sobre a capacidade da equipe de, em desvantagem no placar, equilibrar a busca pelo resultado com a responsabilidade defensiva e o resguardo com as costas da zaga, Marcão disse que o alinhamento dos setores foi um problema.
O treinador afirmou que ocorreram erros de posicionamento e que, junto de seus analistas, pretende resolver a questão para evitar a repetição das falhas de transição ocorridas contra o time de Cuca. A atenção sobre o tópico mostra-se fundamental, principalmente pelo fato de que, no segundo tempo do duelo contra o Peixe, o cenário foi semelhante ao que o clube carioca enfrentará no Nubank Parque desde o início, já que precisa buscar a vitória após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida.
— Pedimos aos nossos analistas para observarem essa situação importante. Em alguns momentos, eu pedia para estarmos mais próximos, mais perto, quando a nossa equipe atacava no último terço, e o Santos soube usar bem essa brecha. Precisamos equilibrar isso e entender de que maneira podemos fazer para não sofrermos com essas bolas. O Santos foi muito inteligente, tem um excelente treinador, soube defender bem e, na hora de atacar, empurrou a nossa equipe para trás — iniciou.
— Isso dificultou a nossa retomada no jogo porque não conseguimos juntar as nossas linhas. As nossas linhas estavam muito preocupadas em sofrer essas bolas nas costas em vez de recuperar a posse internamente. Esse ajuste teremos de fazer, porque pode voltar a acontecer no jogo de quarta-feira — complementou o comandante Tricolor.