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Luís Castro embarcou na noite desta terça-feira (20) para Portugal. O ex-técnico do Grêmio, no entanto, manterá raízes em Porto Alegre. E acompanha de perto a repercussão das críticas ao seu trabalho no Tricolor. Em conversa de sete minutos com a imprensa no Aeroporto Salgado Filho, o treinador se esquivou de rebater as manifestações de Renato Portaluppi.
Ainda assim, em trechos da entrevista, Castro exaltou sua conduta ética sobre a profissão. Além disso, pediu união para auxiliar a equipe na luta contra o rebaixamento.
— Uma coisa importante é que a equipe e o clube precisam de paz até o fim do ano. Disputar a Copa do Brasil e deixar o clube na Série A. Não tenho nada a comentar. Minha conduta profissional me impede. Não seria ético. Não comento o trabalho e palavras do meu colega. Minha conduta profissional é essa — relatou.
O português estará de volta a Porto Alegre em algumas semanas. E torce para que o Grêmio esteja em melhor situação na tabela do Brasileirão.
Questionado sobre sua contribuição para a péssima campanha da equipe na competição, Castro disse que é o responsável até o dia 10 de setembro e que o time estava fora do Z-4 na época.
— Não quero debate público. Quero preservar o Grêmio. Trabalhamos e nos dedicamos por completo. Deixamos o time fora do Z-4 e classificados à semifinal da Copa do Brasil — disse.
De perto, mesmo que longe da rotina do clube, o técnico português reforçou a necessidade de união para salvar o Grêmio do rebaixamento.
— Não fico surpreso ou decepcionado. Percebemos que o clube tem muito privilégio e todos devem defender. Ninguém está acima do Grêmio. O prestígio não é vencer ou perder. É ser digno e honesto durante a caminhada — comentou.
Sobre a questão da multa rescisória, Luís Castro afirmou que não tem conhecimento sobre o estágio das negociações. Em 50 jogos na temporada, acumulou 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas (47% de aproveitamento).