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Torcida do Vasco provoca Flamengo e Fluminense antes de decisão no Maracanã: “Síndico não é dono”
Torcida do Vasco provoca Flamengo e Fluminense antes de decisão no Maracanã: “Síndico não é dono”

A volta do Vasco ao Maracanã foi marcada por provocações a Flamengo e Fluminense nesta terça-feira (20), antes da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Torcedores vascaínos exibiram faixas e distribuíram panfletos nos arredores do estádio para comemorar a vitória judicial que permitiu ao clube disputar a partida no local.

Uma das mensagens dizia “São Januário é meu, o Maraca é nosso”. Outra, estampada em panfletos com as cores dos dois rivais, afirmava: “Síndico não é dono”.

As manifestações ocorreram após quase um mês de disputa entre o Vasco e o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense. O impasse chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve os efeitos de uma decisão favorável à utilização do estádio pelo clube de São Januário.

Torcedores do Vasco ironizam rivais na chegada ao Maracanã

O clima de provocação começou antes mesmo da entrada dos torcedores no estádio. Nos arredores do Maracanã, vascaínos exibiram mensagens que faziam referência à disputa pelo direito de mandar partidas no local. As faixas destacavam a ligação do clube com São Januário, mas também defendiam o uso do principal estádio do Rio de Janeiro.

Torcedores do Vasco provocam Flamengo e Fluminense em entrevista à ESPN:

"Síndico não é dono! Se ponha no seu lugar!"

"São Januário é meu, o Maraca é nosso!"

"Aos tricolores e aos flamenguistas: vocês são somente síndicos! O Maraca é nosso desde 1950! Vocês precisam…

— Planeta do Futebol (@futebol_info) October 20, 2026 🌎

A frase “Síndico não é dono” foi uma crítica à posição de Flamengo e Fluminense, responsáveis pela administração do Maracanã. Os panfletos usavam as cores dos rivais para reforçar a provocação. A iniciativa transformou a disputa judicial em um dos assuntos da chegada da torcida ao confronto continental.

Por que o Vasco precisou recorrer à Justiça?

A escolha do Maracanã para a semifinal contra o Boca Juniors ocorreu por uma exigência do regulamento da Conmebol. A entidade determina que partidas dessa fase da competição sejam realizadas em estádios com capacidade mínima de 30 mil espectadores.

São Januário, casa tradicional do Vasco, não atende a esse requisito. Por isso, o clube buscou autorização para utilizar o Maracanã. Flamengo e Fluminense, responsáveis pela concessão do estádio, se opuseram ao pedido. Os clubes alegaram que o gramado apresentava desgaste e poderia ser prejudicado pela sequência de partidas.

A preocupação também envolvia o calendário do Flamengo, que teria um compromisso pela Libertadores dois dias depois do confronto entre Vasco e Boca Juniors. Sem acordo entre as partes, a discussão passou a ser decidida nos tribunais.

Disputa pelo Maracanã teve decisões diferentes na Justiça

O processo passou por mudanças de entendimento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Em 9 de outubro, o desembargador Marco Antônio Ibrahim concedeu uma decisão favorável ao Vasco. No dia seguinte, a vice-presidente do tribunal, desembargadora Suely Lopes Magalhães, suspendeu a medida.

O clube de São Januário voltou a obter uma decisão favorável em 13 de outubro, por determinação do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto. Flamengo e Fluminense recorreram ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a situação.

O ministro Luis Felipe Salomão, entretanto, não examinou o mérito do pedido. Segundo o entendimento apresentado, não estavam presentes os requisitos jurídicos necessários para a análise do recurso naquela instância. Com isso, permaneceu válida a decisão que permitiu ao Vasco utilizar o Maracanã.

Conmebol considerava Maracanã adequado para a semifinal

Além das decisões judiciais, o Vasco recebeu uma avaliação favorável da Conmebol sobre a realização da partida no Maracanã. A entidade sul-americana considerava o estádio adequado para receber o confronto contra o Boca Juniors.

A Conmebol não determinou diretamente o local da partida durante o impasse. Uma intervenção poderia ocorrer caso o Vasco não conseguisse autorização para utilizar uma arena que atendesse às exigências da competição.

A liberação judicial resolveu a questão antes que fosse necessária uma definição desse tipo.

Vasco transforma retorno ao Maracanã em festa e provocação

A disputa pelo estádio acrescentou um elemento de rivalidade ao compromisso internacional do Vasco.

Além da importância esportiva da semifinal contra o Boca Juniors, os torcedores aproveitaram a ocasião para comemorar o direito de disputar o jogo no Maracanã.

As faixas e os panfletos mostraram que o conflito entre os clubes também mobilizou as arquibancadas.

Depois de semanas de incerteza sobre o local da partida, o Vasco pôde receber o adversário argentino no principal estádio do Rio de Janeiro, em uma noite marcada pela expectativa de classificação e pelas provocações aos rivais cariocas.

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