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CBV buscará reverter liberação de Tifanny pela Justiça

Entidade emitiu nota oficial após liminar provisória emitida pela Justiça do Rio de Janeiro

Tifanny ataca em Sesi Bauru x Osasco pela final do Campeonato Paulista feminino de vôlei
Tifanny ataca em Sesi Bauru x Osasco pela final do Paulista de vôlei (Foto: Felipe Wiira/Sesi-SP)

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicou uma nota oficial afirmando que buscará reverter a liminar provisória emitida pela Justiça do Rio de Janeiro, que libera Tifanny Abreu para a disputa da Supercopa e da Superliga. A jogadora do Osasco, única transgênero em ação na elite do vôlei nacional, será titular na partida desta sexta-feira (16) contra o Praia Clube pela Supercopa, às 21h (de Brasília).

A entidade reafirmou que a oposta está liberada para jogar em caráter "excepcional e provisório". No comunicado, a CBV esclarece que "apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão".

Confira a nota da CBV na íntegra:

"A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) foi comunicada de decisão do Juízo da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proferida às 19h12 de hoje, que deferiu em parte pedido de tutela formulado pela atleta Tifanny Pereira de Abreu.

Em cumprimento à ordem judicial, e por força dela, a atleta terá, em caráter excepcional e provisório, condição de jogo na partida da Supercopa Feminina 2026 de hoje, e na Superliga Feminina 2026/2027.

A medida é provisória e o próprio Juízo consignou que a questão permanece submetida à Justiça Desportiva, onde tramita o Mandado de Garantia nº 002/2026, e que reapreciará a tutela tão logo seja noticiado o julgamento definitivo daquele processo.

A CBV apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão.

A CBV reitera seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas e repudia qualquer manifestação discriminatória."

Tifanny olha para a esquerda e, com a boca aberta, vibra após marcar ponto pelo Osasco em jogo da Superliga Feminina de vôlei
Tifanny em quadra pelo Osasco (Foto: Carolina Oliveira/Osasco Voleibol Clube)

Liminar da Justiça libera Tifanny para jogar Supercopa e Superliga

Após a defesa de Tifanny Abreu acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Voleibol nesta sexta-feira (16), a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar provisória que libera a jogadora para disputar a Supercopa e a Superliga nesta temporada.

Caso a participação de Tifanny seja proibida, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) poderá ser multada em R$ 5.000,00 por partida, como consta no documento.

"A medida deverá ser cumprida imediatamente, de modo a viabilizar a participação da autora na partida desta data, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por partida em que a autora for impedida de atuar em razão do descumprimento."

O argumento central da defesa está relacionado ao histórico de Tifanny no vôlei brasileiro. Segundo Novaes, a atleta já atua regularmente no país há cerca de cinco anos e, por isso, uma mudança nas regras de elegibilidade não poderia simplesmente retirar uma condição que ela já exercia. É a partir dessa interpretação que a defesa sustenta a existência de um direito adquirido.

A participação de Tifanny em competições da CBV estava ameaçada desde agosto, quando a entidade se alinhou às normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). Assim, a participação no naipe feminino está restrita a "atletas do sexo biológico feminino", o que excluiria Tifanny, jogadora transgênero do Osasco.

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