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Paulo César Tinga, em discurso veiculado no Instagram, abordou o voto na eleição presidencial. Explicando o motivo de escolher Flávio Bolsonaro, o ex-jogador ressaltou que o Brasil, após o mandato de Lula, precisa de uma mudança, algo refletido pelo resultado do primeiro turno.
Sem declarar que é bolsonarista, Tinga destacou que, inicialmente, Romeu Zema era a primeira opção de voto. Porém, como Flávio Bolsonaro assumiu o posto de principal adversário de Lula, houve uma convicção sobre o melhor candidato.
“Você quer saber em quem eu vou votar? Vou votar como a maioria das pessoas votou no primeiro turno: as pessoas votaram na mudança. Eu votaria em qualquer pessoa que fosse mudar, qualquer pessoa que fosse alternar, e assim vou seguir votando”, disse Tinga.
“Um grande erro que vocês pensam, as pessoas não votaram no Flávio, elas votaram em quem fosse mudar, né? O meu voto era Zema. Como o Zema não ia, foi como quase todo mundo que queria mudança e viu onde poderia mudar”, acrescentou.
Reagindo à publicação, Dedé valorizou a coragem de Tinga em declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Anteriormente, o ex-zagueiro da Seleção Brasileira se juntou a Romário ao manifestar que também iria votar no candidato do PL.
“Homem de coragem e muito sábio! Agradeço a Deus por ser seu amigo, Tinga, e faço das suas palavras a minha, é o que penso também!”, escreveu Dedé.
Avaliando a preferência por Lula no Nordeste, Tinga, além de valorizar uma alternância no poder, trouxe uma reflexão sobre o apoio ligado ao atual presidente. Na visão do ídolo do Internacional, é necessário “abrir a mente” para que a mudança, de fato, também atinja a região.
“E quando eu vejo o Nikolas (Ferreira) e a galera lá no Nordeste, eu já começo a ver um sinal legal. Por quê? O que é que sempre me incomodou? As pessoas sempre, quando não alcançavam o seu objetivo, igual foi nas últimas eleições, botam a culpa no Nordeste. ‘Pô, os nordestinos… Como é que pode? Os caras… Um lugar que tem mais miséria, um lugar que passa fome, o lugar de maior violência, como é que os caras botam 70% de voto nisso?’ Cara, tem que ir lá entender”, externou.
“O primeiro lugar em que as pessoas têm que ter um olhar de carinho, de aproximação, é no Nordeste. Se ganhar, no outro dia tem que ir lá entender: por que é que essas pessoas com tanta dificuldade continuam votando assim? Não adianta ficar criticando: ‘Ah, o nordestino é isso’. Vai lá, entende, socorre, treina, educa, abre a mente”, concluiu.