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Marcelo Paz não é mais o responsável pelo departamento de futebol do Corinthians. A demissão ocorreu após uma reunião que ele mesmo convocou com o dirigente Osmar Stabile, nesta terça-feira. Nos bastidores, a presença de líderes da Gaviões da Fiel em Brasília ao lado do presidente foi vista como uma confirmação de que Stabile se alinhou com as demandas das torcidas organizadas, aumentando o desconforto já existente com Paz.
A pressão das torcidas não foi o único fator que levou à saída de Paz. O relacionamento tenso com a área financeira do clube também contribuiu para sua demissão. Desde o início do ano, surgiram conflitos sobre a prioridade dos pagamentos e as decisões em relação às contratações, evidenciando um desencontro de interesses entre os setores.
A demissão pegou a todos de surpresa, inclusive jogadores, comissão técnica e outros profissionais do futebol, especialmente porque ocorreu durante um momento de menor movimentação no CT Joaquim Grava. A expectativa é que Marcelo Paz retorne ao local para se despedir da equipe ainda nesta semana.
Embora o Corinthians tenha divulgado em nota oficial que a saída foi em comum acordo, fontes revelaram que a decisão partiu do clube. A presença de Stabile no CT, acompanhada do diretor jurídico Pedro Soares, indicou que a situação estava em um ponto crítico, especialmente considerando que a parte jurídica não deveria estar no centro de decisões referentes ao campo.
Além das divergências em relação a pagamentos, outras questões financeiras também causaram atritos. Paz havia solicitado regularização de salários ao elenco, visto que o clube priorizava outras dívidas. Esta questão se tornou ainda mais pertinente na luta contra o rebaixamento, onde a moral da equipe é crucial.
Fontes internas alegaram que o departamento financeiro percebia que Paz tentava colocar as necessidades do futebol acima das realidades financeiras do clube, o que gerou conflitos ao longo do ano. Esse desencontro culminou na dificuldade de efetivar contratações, como a dos jogadores Alisson e Renê, que não puderam ser trazidos devido a problemas de compatibilidade financeira.
Outro ponto de atrito foram as discussões relacionadas a bonificações e premiações aos jogadores. Com a competição acirrada para evitar a queda, os concorrentes do Corinthians estavam oferecendo incentivos financeiros, enquanto o clube enfrentava dificuldades para manter os pagamentos em dia.
A demissão de Paz foi, portanto, um desfecho de uma série de desentendimentos acumulados ao longo da temporada. Em um momento crítico, a falta de harmonia entre os setores e a pressão externa não permitiram que a diretoria e o executivo conseguissem encontrar um caminho viável para seguir, resultando na saída de um dos principais nomes do departamento de futebol do Corinthians.