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Na sala da presidência, ninguém ouviu de jogadores que Marcelo Paz era um problema.
Se alguém falou a Osmar Stábile algo nessa direção, foram os torcedores.
Que também pediram o afastamento de Memphis Depay, por uma razão: a renovação de seu contrato é o estopim da divisão do elenco.
Na segunda-feira, na preparação para o jogo contra o Vitória, o técnico Clarence Seedorf tirou todos os dirigentes da sala. Marcelo Paz permanceceu. Sinal de que não havia um problema específico com ele. E o novo técnico nem estreou e já vê o dirigente que o contratou sair do clube em suposto acordo com a presidência.
Mas a torcida pediu sua saída, assim como o afastamento de Memphis Depay.
Curioso que, semanas atrás, eram os uniformizados que pediam a renovação do contrato do holandês. Depois do pênalti perdido contra o Estudiantes, o clima pesou. Memphis ganha o que os jogadores não estão recebendo.
A saída de Marcelo Paz coincide com o terceiro mês de atrasos de direitos de imagem. Se quem entra no vestiário não consegue resolver os pagamentos, natural que sobre para o diretor de futebol.
O Corinthians foi o único time da Série A sem contratações na janela do meio do ano. As razões: falta de dinheiro e transfer ban.
A partir desta quarta-feira, o presdiente Osmar Stábile estará mais presente ao Centro de Treinamento, na rodovia Ayrton Senna. Compartilhará com o gerente Júlio César, goleiro titular na fase de grupos da Libertadores de 2012.
A missão é árdua. O elenco não está numa só sintonia e não é fácil juntar com direitos de imagem atrasados e obrigações contratuais com Memphis.
A saída é ganhar do Vasco, sábado, em São Januário. Nos últimos dezesseis anos, o Vasco só venceu o Corinthians uma vez. No Rio de Janeiro, em 2024.