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José Coelho / EPA
Três jogos, três derrotas. “As equipas começam a perceber como jogamos”. Tensão com Bednarek. Falou-se dos tempos de Anselmi.
O FC Porto continua com zero pontos na Liga dos Campeões, após três jornadas.
Na noite passada, à terceira tentativa, terceira derrota: 0-1 contra o PSV Eindhoven. Golo de Guus Til, na fase inicial da segunda parte.
O campeão português esteve “desconexo, intermitente, partido, hesitante, lento e ineficaz”, numa exibição que “roçou o medíocre”, como descreve o Maisfutebol. O campeão holandês – que também só tinha derrotas até aqui – justificou a vitória em Portugal.
Três derrotas em três jogos: é o pior início de sempre do FC Porto na Liga dos Campeões. Igualou o registo de 1997.
Mas Francesco Farioli lembra o percurso dos portistas até agora: “Queremos vencer, mas já jogámos contra as equipas do pote 1 e do pote 2. Temos cinco jogos pela frente”.
O calendário do FC Porto até agora: Manchester City, Bétis, PSV. Faltam Nápoles, Feyenoord, Liverpool, Slavia Praga e LASK Linz.
Em relação ao duelo com o PSV: “Foi o jogo em que sentimos mais dificuldades com a pressão. Em 64 jogos que eu sou o treinador do FC Porto, foi o jogo em que nós lutámos mais para colocar a pressão como nós queríamos”, admitiu o treinador dos portistas depois do jogo.
Mas o técnico italiano está confiante e recorda que é o terceiro jogo, em três jornadas, que diz o mesmo: “Já é a terceira vez que eu venho aqui, após o jogo da Liga dos Campeões, dizer que fizemos o suficiente para conseguir resultados diferentes”.
Pelo meio da conferência de imprensa, uma recordação do passado recente: “A Liga dos Campeões não estava no Porto há duas épocas. Há 15 meses seria muito difícil acreditar que estaríamos neste patamar, quando pegámos num grupo que vinha de um Mundial de Clubes onde tinha perdido com o Inter Miami. Há que ter noção do processo. Demos um grande salto em termos de exigência, intensidade e ambição”.
Sem dizer o nome do antecessor, era uma referência ao FC Porto de Martín Anselmi. Uma conferência de imprensa “fraca”, ouviu-se na Antena 1 na manhã seguinte.
Logo a seguir ao jogo, Diogo Costa deixou um recado interno: “As equipas começam a perceber como jogamos. Temos de ser mais agressivos e talvez arriscar mais um pouco. Temos de analisar o que está mal e bem e colher os frutos para que o futuro seja melhor”.
O capitão da equipa admite que houve entrega no duelo com o PSV, mas mesmo assim… “Às vezes há muita entrega e queremos fazer as coisas demasiado rápido. Queremos muito, mas pequenos pormenores fazem a diferença. Quando não somos eficazes a defender, por vezes sofremos só com um remate. Está-nos a faltar essa pontinha de sorte”.
Um momento que se destacou, ainda no relvado, foi um diálogo entre Jan Bednarek e adeptos do FC Porto.
Uma situação tensa? Para o defesa, não: “Eu adorei. Adorei porque mostra a nossa paixão, do clube e das pessoas. Por isso, estou feliz por dentro com isto. Mostra que nos importamos, que os adeptos se importam”.