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Comparado a Mike Tyson no início da sua carreira no boxe, Denis Boytsov morreu no último sábado, 11 anos depois de ter sido alvo de um acidente no metro de Berlim que o deixou impossibilitado de falar e andar
Denis Boytsov, boxeador russo que chegou a ser o segundo melhor peso-pesado do mundo e um aspirante ao título WBA dessa categoria, morreu no último sábado, aos 40 anos de idade, 11 anos depois de a sua carreira ter terminado abruptamente, em 2015, na sequência de um misterioso acidente no metro de Berlim, na Alemanha.
O pai do pugilista, Nikolai, confirmou à agência de notícias russa TASS que o seu filho faleceu devido a um coágulo de sangue, explicando que foi uma "morte instantânea". "Três minutos e já está. Isto aconteceu em casa. A minha esposa alimentou-o e começou a virá-lo para o lado. Ele de repente desabou, começou a tremer, ficou azul, e a sua vida acabou", contou.
Outrora um dos nomes mais entusiasmantes do boxe mundial, Boytsov ganhou inclusive a alcunha de "Tyson russo", em alusão à lenda norte-americana Mike Tyson, devido à potência dos seus socos, que lhe valeram 18 vitórias por "knockout" nos seus primeiros 20 combates profissionais.
Com um recorde de 36-1, aos 29 anos, Denis Boytsov parecia encaminhado a disputar o título mundial de pesos-pesados num futuro breve, mas a sua carreira no boxe terminou de forma abrupta em 2015, após ter sido encontrado inconsciente e gravemente ferido nas linhas de um túnel de metro de Berlim, a poucos metros da sua casa.
O pugilista foi transportado de urgência para o hospital com graves ferimentos na cabeça e nas mãos. Esteve sete semanas em coma induzido, ficando com sequelas neurológicas que o deixaram incapaz de falar e andar. A polícia de Berlim acabou por decretar este misterioso caso como um acidente provocado por um estado de embriaguez, não tendo encontrado provas de crime.
Após vários anos de reabilitação na Alemanha, Boytsov acabou por regressar à Rússia, onde passou os restantes anos da sua vida sob cuidado familiar. "Não comunicávamos. Ele apenas acenava que sim e que não, mas entendia tudo. Cuidei dele durante dez anos, mas não resultou", referiu o seu irmão Maxim, após o falecimento.