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Desconexo, intermitente, hesitante, lento e ineficaz. O FC Porto encaixou a terceira derrota na fase liga da Champions, desta feita na receção ao PSV (1-0), emblema neerlandês que vinha de duas derrotas consecutivas. Quando se esperava a reação dos portistas ao desaire em Sevilha, contra o Betis (3-2), a exibição roçou o medíocre, para desespero do tribunal do Dragão – e euforia dos milhares vestidos de vermelho e branco.
Na noite desta terça-feira, Francesco Farioli apostou na titularidade de Alberto Costa, Bednarek, Zaidu, Samu e Pietuszewski, em detrimento de Martim Fernandes, Francisco Moura, Alan Varela, André Silva e Borja Sainz.
No PSV, Peter Bosz fez três mudanças após as derrotas nas visitas a Leipzig e ADO Den Haag, com Gasiorowski, Bajraktarevic e Perisic a ocuparem os lugares de Obispo, Dennis Man e de Ayoni Santos.
O tricampeão neerlandês não contou com os lesionados Ricardo Pepi, Kiliann Sildillia, Paul Wanner, Ruben van Bommel, Sami Ouaissa e Sam Lammers.
No FC Porto, William Gomes e Vasco Sousa continuam de fora por lesão, enquanto Pripic e Smalling não estão inscritos na Champions.
Numa primeira parte controlada pelos neerlandeses, Perisic espreitou a vantagem ao sétimo minuto, tirando tinta à barra com um cabeceamento na pequena área. Pouco depois, o médio Til recebeu pela esquerda, ajeitou para dentro e desferiu um arco perigoso. Nesta fase, o FC Porto já errava bastante passes no meio-campo defensivo, algo que viria a piorar até ao intervalo.
O FC Porto nunca controlou o ritmo, até pelo espaço permitido à entrada da área. Os neerlandeses não foram perfeitos – concedendo vários contra-ataques – mas estiveram muito próximos do golo ao minuto 42, quando Alberto Costa errou o atraso para Diogo Costa e o passe saiu muito curto, encontrando Kostic. O médio correu a solo, mas só conseguiu atirar ao poste.
Assim que soou o apito para a pausa, muitos adeptos demonstraram desagrado – e com razão. No ataque azul e branco apenas Pietuszewski ameaçou o golo, enquanto Samu, Pepê e os médios foram engolidos pela pressão alta do PSV. Da primeira parte, a parca construção recuada e o desmontar da pressão adversária eram as principais dores de cabeça para Farioli.
Acordados para a etapa complementar, os dragões ameaçaram por Rosario e Samu aos 48 e 56m, respetivamente. Todavia, na resposta, o PSV encostou o FC Porto na área, o extremo Bajraktarevic atirou ao poste e o médio Guus Til inaugurou o marcador ao minuto 58.
Quando os azuis e brancos pareciam começar a erguer a batuta, o PSV deu justiça ao resultado. É o sétimo jogo consecutivo do FC Porto a sofrer golos.
Til adianta os neerlandeses 😮💨
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Entre trocas – com a estreia do lateral João Souza, brasileiro de 20 anos emprestado pelo Tottenham – o FC Porto demorou a reagir, com sucessivos passes errados e uma frustração aniquiladora.
Nas derradeiras oportunidades, os anfitriões foram incapazes de resgatar o empate. Ao minuto 73, Hwang isolou-se pela esquerda e serviu André Silva, que rematou para a intervenção do guardião Kovár. Na insistência, Froholdt atirou contra a muralha vermelha e branca posicionada em cima da linha de golo.
Poucos segundos volvidos, Alberto Costa picou o esférico sobre o guardião Kovár a meio-campo, mas acabou desarmado pelo lateral Dest.
Duas grandes oportunidades para os dragões empatarem a partida 😱
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A terceira derrota na Champions atira o FC Porto para o 33.º lugar, com zero pontos, a três da zona de play-off e a seis dos lugares que dão acesso direito aos “oitavos”. Por sua vez, o PSV sobe ao 16.º posto, com quatro pontos.
Na quarta ronda da fase liga, a 4 de novembro (20h), o FC Porto recebe o Nápoles, enquanto o PSV recebe o Club Brugge.
Foi a primeira vitória de Peter Bosz sobre Francesco Farioli – ao terceiro jogo – e o primeiro triunfo do PSV na Invicta, depois da derrota em 1988 (2-0) e o empate em 1992 (2-2).
No regresso ao campeonato, o líder FC Porto visita o Gil Vicente (7.º), no sábado (20h30). Por sua vez, o PSV (3.º na Eredivisie) recebe o líder Feyenoord no domingo (13h30).