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A SAD do Sporting nem quer ouvir propostas por Geny Catamo em janeiro, apesar do interesse inglês. Se o extremo moçambicano foi muito procurado no mercado de verão, em janeiro, por Alvalade, não se espera que o cenário seja muito diferente. Nem a Direção, nem Rui Borges querem ver o nº 10 sair.
Geny Catamo é um dos ativos mais valiosos do Sporting e, numa altura em que parece que o mercado de verão acabou de fechar, mas o de inverno já não está assim tão longe, promete voltar a atrair atenções pela Europa fora.
No entanto, o que a Direção leonina e a equipa técnica liderada por Rui Borges querem mesmo é continuar a contar com o rendimento desportivo do extremo, uma das grandes referências ofensivas da equipa - esta época, em 10 jogos disputados, já leva dois golos e quatro assistências (no plantel verde e branco, ninguém serve tanto os colegas para golos como Geny). Junta à contribuição ofensiva, ainda, um forte sentido de responsabilidade no plano defensivo, aspeto muito valorizado por Rui Borges.
Por todas estas razões, os responsáveis pelo emblema de Alvalade tudo vão fazer para segurar Geny Catamo no mercado de janeiro, numa fase em que, de acordo com a Imprensa estrangeira, vários clubes da Premier League continuam atentos às exibições do avançado.
O JOGO apurou que a saída do internacional moçambicano em janeiro é vista como um cenário praticamente impossível, uma vez que os leões não estão dispostos a facilitar um eventual negócio. O Sporting só admite negociar o passe de Geny Catamo perante uma verdadeira "loucura", ou seja, uma proposta muito próxima dos 60 milhões de euros inscritos na cláusula de rescisão do jogador.
Na última janela de transferências, o Sunderland foi o clube que mostrou interesse de uma forma mais concreta em Geny, ao ter apresentado uma proposta de 40 milhões de euros, já com variáveis incluídas, pelo seu passe. Em Inglaterra, garantem que os Black Cats ainda não desistiram da ideia de contratar o camisola 10 dos leões - recrutaram Malick Fofana, que tem alinhado mais pela esquerda.
Luís Guilherme foi contratado em janeiro do ano passado, ao West Ham, para suceder a Geovany Quenda e lutar por um lugar no onze com Geny Catamo. O extremo brasileiro, que vai somando algumas oportunidades, principalmente a saltar do banco de suplentes, já apresentou bons sinais nos minutos que teve, e está a ser preparado para, eventualmente, suceder ao colega moçambicano. O avançado canarinho, recorde-se, representou um forte investimento por parte da SAD leonina: 14 milhões de euros fixos (mais três variáveis).